A morte de um atleta de 58 anos durante o Campeonato Baiano de Natação Master de Inverno, realizado neste sábado (13), na Piscina Olímpica da Bahia, no Bonocô, em Salvador, gerou comoção entre participantes e abriu espaço para questionamentos sobre as condições de segurança e resposta médica no evento.
Segundo relatos obtidos pelo BNews, o atleta Renato, integrante da Arena Aquática Salvador, teria passado mal após concluir sua participação na competição. O nadador estava em uma das piscinas utilizadas para aquecimento e soltura muscular quando sofreu um mal súbito, de acordo com testemunha.
Testemunhas relataram que, em um primeiro momento, a situação não despertou preocupação imediata entre os presentes, já que houve a impressão de que o atleta estivesse apenas descansando dentro da água após concluir sua participação. Pouco depois, outros competidores perceberam que ele estava desacordado e fizeram a retirada da vítima da piscina.
Segundo relato de uma fonte ouvida pela reportagem sob condição de anonimato, Renato havia acabado de concluir a prova dos 800 metros livre, considerada uma das disputas mais longas da programação, e registrado um bom desempenho antes de seguir para a chamada piscina de soltura, espaço utilizado pelos atletas para recuperação física após as provas.
Foi nesse momento que, de acordo com o denunciante do caso, o competidor teria sofrido um mal súbito dentro da água: “Como era uma prova mais longa, havia poucas pessoas na piscina de soltura naquele momento. Os próprios atletas perceberam que ele estava desacordado e fizeram a retirada”, afirmou a fonte.
Ainda segundo o depoimento, após ser retirado da água, Renato apresentava sinais que indicavam gravidade do quadro, e imediatamente começaram as tentativas de reanimação. De acordo com a fonte, atletas que estavam no local e possuíam experiência em atendimento emergencial passaram a atuar no socorro inicial.
Entre eles, havia profissionais ligados ao salvamento aquático e um médico que participavam da competição como atletas. O relato também aponta questionamentos sobre a estrutura disponibilizada durante o evento. Segundo a fonte, apenas um salva-vidas estaria responsável pelo monitoramento de duas piscinas utilizadas simultaneamente durante a competição.
O salva-vidas estava acompanhando outra piscina que também tinha atletas em atividade. Quando percebeu a situação, correu para ajudar e participou da reanimação”, afirmou.
Outro ponto citado no relato foi uma suposta dificuldade operacional durante o atendimento de emergência. De acordo com o depoimento, teria ocorrudo uma demora para o deslocamento e utilização de equipamentos necessários ao suporte médico, o que gerou insatisfação entre os participantes presentes.
Mais do que buscar culpados antes da conclusão das apurações, é preciso discutir mudanças. Segurança precisa ser prioridade em qualquer competição esportiva”, destacou a fonte.
Procuradas pelo BNews, a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) e a Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FDBA) foram questionadas sobre a confirmação da ocorrência e da identidade da vítima, os protocolos de segurança adotados, a disponibilidade de equipe médica no local, os procedimentos realizados durante o atendimento, eventual interrupção do evento e possíveis medidas futuras após o caso.
Até a publicação desta matéria, não houve retorno oficial dos órgãos. A causa da morte também não havia sido divulgada oficialmente.
Fonte:Bnews






