A história do futebol mundial perdeu uma de suas patentes mais imponentes e respeitadas. Na noite desta quinta-feira (11), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) manifestou profundo pesar e decretou luto oficial em virtude do falecimento de Brito, icônico ex-zagueiro e um dos grandes heróis da Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1970. O eterno camisa 2 do Tri nos deixou aos 86 anos de idade.
A notícia ecoou de forma dolorosa nos bastidores da delegação canarinha que atualmente se prepara para a estreia nos Estados Unidos. Através de um pronunciamento oficial, o presidente da entidade máxima do esporte nacional, Samir Xaud, prestou reverência à trajetória do defensor, destacando que sua postura destemida dentro de campo deve ser absorvida como espelho pelos atletas na atual temporada de 2026.
O “Hércules” do Tri: Força e imposição absoluta no México
Nascido em 9 de agosto de 1939, o carioca carregava o nome de batismo perfeito para traduzir o seu estilo de jogo: Hércules Brito Ruas. Na antológica campanha de 1970, sob o comando de Mário Jorge Lobo Zagallo, ele formou uma das duplas de zaga mais complementares e famosas do planeta ao lado de Wilson Piazza.
Sua consistência tática e lealdade nas divididas garantiram que o gol defendido por Félix ficasse protegido contra as principais potências europeias e sul-americanas, pavimentando o caminho para o time que muitos consideram a maior seleção de todos os tempos.
Uma folha corrida de gigante nos maiores clubes do país
O sucesso com a camisa amarela foi o reflexo natural de uma carreira clubística brilhante e extremamente longeva. Cria das divisões de base do Vasco da Gama, clube onde fincou suas raízes e tornou-se ídolo da torcida cruzmaltina, Brito rompeu fronteiras regionais e emprestou sua raça para quase todos os gigantes do eixo nacional.
Ao longo de sua jornada profissional, o defensor vestiu com o mesmo brio as camisas de Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico Paranaense.
O BALANÇO DE BRITO NA SELEÇÃO BRASILEIRA (1964 – 1972):
• Total de Partidas: 61 jogos oficiais vestindo a Amarelinha.
• Cartel Histórico: 45 vitórias, 11 empates e apenas 5 derrotas.
• Títulos de Peso: Copa do Mundo da FIFA (1970), Copa Roca (1971) e Taça Independência (1972).
Homenagens e o legado que fica para 2026
A CBF confirmou que enviará representantes oficiais para prestar apoio e condolências aos familiares e amigos do ex-atleta no Rio de Janeiro. Nos bastidores das ligas e federações estaduais, a rodada de jogos deste final de semana deve respeitar um minuto de silêncio em homenagem à memória do ex-zagueiro.
Fonte:Folha do Estado






