Pausas para hidratação passam a influenciar jogos da Copa do Mundo

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Nova regra da FIFA já ganhou protagonismo nesta primeira fase do Mundial

As pausas obrigatórias para hidratação implementadas pela Fifa na Copa do Mundo de 2026 têm provocado impactos que vão além da preservação física dos atletas. Adotadas em todas as partidas do torneio, as interrupções aos 22 minutos de cada tempo passaram a influenciar o ritmo dos jogos e abriram um novo debate sobre seus efeitos táticos.

Nas últimas edições, as paradas dependiam do termômetro: sempre que o termômetro passasse dos 32ºC, o juiz era obrigado a parar a partida por 3 minutos por volta dos 30 e 75 minutos de partida. Já a regra atual determina interrupções fixas em todos os confrontos e cada partida passou a ser dividida em quatro períodos, criando oportunidades extras para ajustes das comissões técnicas.

Os reflexos já puderam ser observados em diferentes jogos do Mundial. No empate entre Brasil e Marrocos, por exemplo, a seleção marroquina controlava as ações antes da pausa do primeiro tempo. Após a interrupção, o Brasil reorganizou o posicionamento, passou a ocupar mais o campo ofensivo e encontrou o caminho para abrir o placar com Vinícius Júnior.

No empate por 2 a 2 entre Holanda e Japão, as oscilações de domínio também coincidiram com os momentos posteriores às pausas. Já na vitória da Costa do Marfim sobre o Equador, os africanos registraram seus melhores momentos ofensivos justamente após a interrupção da etapa final.

A Fifa sustenta que a medida tem como principal objetivo proteger os jogadores dos efeitos do calor durante o torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. Estudos considerados pela entidade apontam que parte das partidas pode ocorrer sob condições climáticas consideradas de risco para a saúde dos atletas.

Ao mesmo tempo, treinadores passaram a utilizar os minutos de paralisação como uma espécie de “mini intervalo”, com orientações táticas, correções de posicionamento e reorganização das equipes sem a necessidade de esperar o descanso regulamentar.

Nem todos, porém, veem a novidade com bons olhos. Uma das críticas mais frequentes é a interrupção do ritmo natural das partidas. Há ainda questionamentos sobre o uso das pausas para inserções comerciais durante as transmissões.

 Capitão da Holanda, Virgil van Dijk admitiu estranhar a novidade. “Toda vez que há uma pausa para ir aos comerciais, isso não é algo de que eu goste muito”, afirmou.

Com a primeira rodada ainda em andamento, as pausas para hidratação já se consolidaram como um dos elementos mais discutidos da Copa de 2026. Criadas para proteger os atletas, elas também passaram a influenciar estratégias, alterar momentos das partidas e, em alguns casos, contribuir para mudanças no rumo dos jogos.

 

 

Fonte: Bahia.ba

: Reprodução/Diário do Estado
foto : Reprodução/Diário do Estado
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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação