Mudas de costela-de-adão passam a ser fiscalizada pelo governo federal Reprodução

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Uma das plantas ornamentais mais procuradas por colecionadores e fãs de jardinagem, a costela-de-adão passou a ter regras específicas para importação no Brasil. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) incluiu espécies do gênero Monstera no sistema de controle fitossanitário do país e estabeleceu novos critérios para a entrada de mudas cultivadas em laboratório.

A mudança foi definida pela Portaria SDA/MAPA nº 1.647, publicada em 3 de julho de 2026 no Diário Oficial da União. A norma estabelece exigências para a importação de mudas in vitro de Monstera spp., independentemente do país de origem.

Pelas novas regras, toda remessa desse tipo de material vegetal deverá apresentar certificado fitossanitário emitido pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) do país exportador.

A exigência tem como objetivo reduzir o risco de entrada de pragas quarentenárias no território brasileiro. Segundo a Embrapa, esses organismos podem ser insetos, fungos, bactérias, vírus ou plantas daninhas que não estão presentes no Brasil ou possuem ocorrência restrita, mas têm potencial de provocar prejuízos econômicos à agricultura.
Após a chegada ao país, as mudas poderão passar por inspeção nos pontos de ingresso. Amostras do material poderão ser encaminhadas para análise em laboratórios oficiais ou credenciados pelo Ministério da Agricultura.
Os custos de envio das amostras e dos exames laboratoriais ficarão sob responsabilidade do importador. Durante o período de fiscalização, a carga poderá permanecer sob a guarda do interessado até a conclusão das avaliações.
Caso sejam encontradas pragas consideradas quarentenárias ou organismos com potencial de risco para o Brasil, a remessa poderá ser destruída ou devolvida ao país de origem. A decisão também prevê a comunicação oficial à autoridade fitossanitária do país exportador.

A portaria ainda permite que a Organização Nacional de Proteção Fitossanitária brasileira suspenda temporariamente a importação de mudas in vitro de Monstera caso seja necessário revisar a análise de risco de pragas.
A medida, segundo o governo, não representa uma restrição ao cultivo da costela-de-adão no país. O foco é controlar a entrada de materiais vegetais importados e impedir que organismos nocivos sejam introduzidos junto com novas mudas.
A fiscalização de plantas trazidas do exterior já faz parte das normas de defesa fitossanitária brasileiras. Mudas importadas, sejam produzidas em viveiros, em solo ou por técnicas de laboratório, podem ser submetidas a inspeções e exigências específicas conforme a espécie e o país de origem, incluindo certificados, quarentena e análises laboratoriais.

Matéria do site correios 24h

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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação