Anitta exalta Bahia e rejeita papel de ‘guru’: ‘Sou humana’

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Anitta falou sobre sua relação com a Bahia e afirmou que não quer ser tratada como uma ‘guru’ por abordar questões religiosas

Anitta realizou o show de encerramento da turnê “EQUILIBRIVM Tour” na noite deste sábado (29), em Salvador. Em entrevista coletiva antes da apresentação, a cantora falou sobre sua relação com a Bahia e a influência da cultura e das religiões de matriz africana em seu novo trabalho.

Segundo Anitta, a presença dessas referências no álbum está diretamente ligada à história e à identidade cultural baiana. A cantora afirmou que se sente especialmente conectada ao estado desde a primeira vez que esteve em Salvador.

“Eu acho que a Bahia traz muito das religiões de matriz africana, elas fazem muito parte também da história da Bahia como um todo. Então acho que isso faz com que esteja muito presente as referências baianas no meu álbum”, explicou.

“Eu sinto muita felicidade, porque desde a primeira vez que eu vim aqui, como eu sempre digo, eu me senti muito daqui, embora eu não seja. Eu acho que tem uma similaridade muito parecida com o Rio de Janeiro. Eu espero que a galera goste dessa homenagem, se sinta representada”, acrescentou.

Anitta comenta patrocínio da Natura
Recentemente, Anitta afirmou que a Natura foi a única marca a patrocinar o projeto. Questionada se acredita que a baixa adesão de empresas, a cantora avaliou que outros fatores também podem explicar a decisão das marcas.

Anitta lembrou que possui parcerias de longa data em outros projetos, como os “Ensaios da Anitta”, e afirmou que trabalhos novos costumam exigir um período de avaliação por parte das empresas.

“Eu tenho muitas marcas, né? E muitas que já me apoiam em projetos tipo Os Ensaios, que já existem há muitos anos. Eu acho que todo projeto que é novo gera um pouquinho de ‘ah, vamos ver se vai dar certo’”, disse.

“Eu acho que já tem Os Ensaios que a L’Oréal também faz parte, a Beats também faz parte. Esse aqui não tinha tanto a ver com Beats, então, obviamente, por isso que eles não fariam parte”, emendou.

Para Anitta, o tema abordado pelo álbum pode gerar controvérsia, mas ela classificou a Natura como uma empresa “corajosa e visionária” por apostar no projeto.

“Eu acho que é mais uma questão de observar o território, é de fato um tema que traz muita controvérsia, mas achei a Natura corajosa e visionária. Porque eu acho que falar de natureza e de saúde mental é falar de futuro, com certeza”, declarou.

Anitta rejeita papel de “guru”

A cantora também foi questionada se se considera um instrumento de formação religiosa por levar ao público referências ligadas às religiões de matriz africana. Anitta afirmou que não quer ocupar esse lugar e demonstrou preocupação com a expectativa de que artistas sejam vistos como pessoas sem erros.

“As pessoas confundem muito com guru e ficam tendo uma expectativa de que você vire um santo que não comete erros. E eu tenho muito medo disso porque eu sou um ser humano que, com certeza, vai errar em algum momento”, afirmou.

Para a artista, seu trabalho representa apenas a própria trajetória e pode servir de referência para quem se identifica com esse caminho, mas não deve transformá-la em uma espécie de autoridade religiosa.

“Eu fiz um trabalho que representa o que é o meu caminhar e acho que isso pode servir para as pessoas que também estão nesse caminho. Não gostaria que as pessoas me botassem essa responsa de que agora eu tenho que ser uma guru de tudo, porque isso é muita responsa, gente. Eu sou um ser humano que vai continuar errando na vida”, concluiu.

 

 

Fonte: Bahia.ba

Marcos Flávio Nascimento / bahia.ba
foto Marcos Flávio Nascimento / bahia.ba
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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação