Caminhada de Zé Pilintra reúne adeptos e simpatizantes em ato contra o preconceito religioso em Feira de Santana

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Por: Vicente Santos 

Primeira Caminhada Cultural de Zé Pilintra levou às ruas adeptos do Candomblé e simpatizantes em uma celebração que uniu fé, cultura e resistência ao racismo religioso

Feira de Santana viveu, neste sábado (29), um momento marcado pela fé, cultura e resistência. A cidade recebeu a primeira Caminhada Cultural de Zé Pilintra, reunindo adeptos do Candomblé e simpatizantes em uma manifestação que buscou valorizar as tradições de matriz africana e chamar a atenção para o combate ao preconceito religioso.

A caminhada apresentou uma característica singular ao reunir elementos do universo religioso e manifestações culturais e populares, transitando entre o sagrado e o profano. Para os participantes, mais do que uma celebração, o movimento representa a ocupação dos espaços públicos e a afirmação da liberdade de crença.

Conhecido em diferentes tradições religiosas e culturais brasileiras, Zé Pilintra ocupa um lugar de destaque no imaginário das religiões de matriz africana e das manifestações da cultura popular. A realização de uma caminhada dedicada à sua figura em Feira de Santana também foi apontada pelos participantes como um marco para a visibilidade dessas tradições na cidade.

Durante o evento, a luta contra a intolerância e o preconceito religioso esteve entre as principais pautas. Participantes destacaram que manifestações como essa são importantes para dar visibilidade às religiões de matriz afro-Brasileira e fortalecer o respeito à diversidade religiosa.

“Esse será um momento de muitos. Essa luta não irá parar”, afirmou uma das participantes, reforçando o caráter de continuidade do movimento.

A mobilização ocorre em um contexto em que adeptos de religiões de matriz afro-brasileira  ainda denunciam episódios de discriminação e intolerância religiosa. Para os organizadores e participantes da caminhada, levar a manifestação às ruas é também uma forma de reivindicar respeito e combater estigmas historicamente associados às tradições afro-brasileiras.

A legislação brasileira prevê punições para práticas de discriminação e preconceito religioso. O artigo 20 da Lei nº 7.716/1989 estabelece como crime praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

A primeira Caminhada Cultural de Zé Pilintra, portanto, ultrapassou o caráter de uma celebração religiosa. Para quem participou, o movimento representa resistência, identidade cultural e reivindicação pelo direito de professar a própria fé sem sofrer preconceito.

A iniciativa também inaugura uma nova possibilidade de manifestação cultural e religiosa no calendário da cidade, transformando as ruas de Feira de Santana em espaço de celebração, visibilidade e enfrentamento ao racismo religioso.

Foto: Vicente Santos
foto Foto: Vicente Santos
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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação