Fenaj e SJPMG manifestaram solidariedade às famílias, amigos e colegas, mas afirmaram que o caso evidencia a vulnerabilidade enfrentada por trabalhadores da imprensa
A morte de dois profissionais da TV Band em Minas Gerais reacendeu o debate sobre as condições de trabalho no jornalismo. Em nota, a Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais apontaram riscos relacionados ao acúmulo de função e à precarização da atividade.
O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa e a repórter Alice Ribeiro sofreram um acidente de carro na última quarta-feira (15), na BR-381, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enquanto retornavam de uma pauta. Rodrigo dirigia o veículo no momento da colisão. Ele morreu no local, e Alice teve morte cerebral confirmada no dia seguinte. Ela deixa um bebê de 9 meses.
Segundo as entidades, o fato de o cinegrafista conduzir o carro caracteriza acúmulo e desvio de função. Em nota, destacaram que profissionais responsáveis pela captação de imagens têm sido sobrecarregados com tarefas extras, o que aumenta os riscos, especialmente em rodovias e jornadas prolongadas.
Fenaj e SJPMG manifestaram solidariedade às famílias, amigos e colegas, mas afirmaram que o caso evidencia a vulnerabilidade enfrentada por trabalhadores da imprensa. As entidades ressaltam que a redução de equipes e a exigência de multifunção contribuem para esse cenário.
As organizações também cobraram a atuação do Ministério Público do Trabalho para investigar as condições de trabalho nas empresas de comunicação e defenderam a adoção de medidas que garantam equipes completas e segurança no exercício da profissão.
Procurada, a Band não se manifestou até o momento. O espaço segue aberto para posicionamento.
Fonte: Folha do Estado






