Brasil tem menos homens que mulheres, e diferença aumenta com a idade, aponta IBGE

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Por: Redação

Dados da PNAD 2025 mostram 95 homens para cada 100 mulheres no país; desigualdade é mais acentuada após os 60 anos

A diferença entre o número de homens e mulheres no Brasil segue em crescimento e já é percebida de forma mais intensa em faixas etárias mais elevadas. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que há atualmente 95 homens para cada 100 mulheres no país.

O desequilíbrio se torna ainda mais evidente entre a população idosa. Em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, a proporção entre pessoas com mais de 60 anos chega a cerca de 70 e 76 homens para cada 100 mulheres, respectivamente.

Informações do Censo de 2022 já apontavam essa tendência, ao registrar cerca de 104,5 milhões de mulheres contra 98,5 milhões de homens no Brasil — uma diferença de aproximadamente 6 milhões a mais de mulheres.

Especialistas explicam que fatores como maior exposição masculina à violência e a acidentes, além de menor procura por cuidados de saúde, contribuem diretamente para essa disparidade. Entre jovens adultos, as mortes por causas externas, como violência urbana e acidentes, impactam significativamente a população masculina.

Apesar de nascerem mais meninos do que meninas — uma diferença natural que varia entre 3% e 5% — esse cenário se inverte a partir dos 25 anos, quando a mortalidade masculina se torna mais elevada.

Outro fator determinante é a maior expectativa de vida das mulheres, associada a hábitos mais saudáveis e maior frequência em consultas médicas. Com o envelhecimento da população brasileira e a queda na taxa de natalidade, essa diferença tende a se intensificar.

A tendência é observada em praticamente todo o país, com exceção de estados como Tocantins, Mato Grosso e Santa Catarina, onde o número de homens ainda supera, ainda que levemente, o de mulheres. Em algumas regiões, atividades econômicas como agronegócio e mineração ajudam a explicar essa maior presença masculina.

Estudos internacionais também apontam impactos sociais dessa configuração demográfica. Pesquisas indicam que mulheres solteiras e sem filhos tendem a apresentar níveis mais elevados de bem-estar, enquanto os homens costumam se beneficiar mais das relações conjugais, principalmente em aspectos ligados à saúde e apoio emocional.
 
 

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Vicente Santos é responsável pelas informações e imagens apresentadas nesta postagem.Radar News não se responsabiliza pelo conteúdo publicado.
Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação

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