Zema critica governo Lula e cobra solução para tarifaço dos EUA

Romeu-Zema

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira (7) que espera uma solução para o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, independentemente de quem conduza as negociações. A declaração foi feita no mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de uma audiência pública nos EUA sobre o novo tarifaço.

“Eu espero é que o Brasil resolva essa questão independentemente de quem vier a solucionar isso. O que eu posso adiantar é que o governo Lula e o Itamaraty têm faltado com habilidade com relação à política externa”, disse Zema antes de um encontro com lideranças femininas do mercado financeiro, em São Paulo.

Ao criticar a condução da política externa brasileira, o ex-governador afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém proximidade com “países antiamericanos”.

“O governo Lula, o PT, são notoriamente próximos de países antiamericanos, como Cuba, como Venezuela, como Irã, que questionam o dólar. E quando você faz isso, você está deixando muito claro que não quer um bom relacionamento e criando uma dependência excessiva da China”, declarou.

Também nesta terça-feira, o senador Flávio Bolsonaro participou de uma audiência promovida pelo USTR, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, para discutir a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Durante um discurso de cerca de cinco minutos, o parlamentar defendeu o Pix, citado entre os argumentos para a recomendação das novas tarifas, e pediu que os Estados Unidos não adotem a medida contra o Brasil.

“O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — para a economia formal. Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do Pix, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, afirmou o senador.

Matéria do site bahia.ba

Reprodução Facebook/Romeu Zema
foto Reprodução Facebook/Romeu Zema
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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação