Onze reforços, setor ofensivo vira vitrine e problema
O Vitória já anunciou 11 contratações para 2026 e montou o ataque mais reforçado do elenco, com quatro novos nomes para o setor e um total de 14 opções ofensivas à disposição de Jair Ventura. Marinho lidera a lista de chegadas, e o clube ainda tem o zagueiro Cacá perto de ser o próximo movimento.
A leitura tática é clara, quantidade não significa solução. O Vitória espalhou alternativas pelos lados, com jogadores de características semelhantes disputando o mesmo corredor, e manteve referências para o centro, como Renato Kayzer. Isso amplia possibilidades de desenho, mas exige critério na hierarquia, ou o time perde identidade, ora acelera sem controle, ora vira um mosaico de improvisos.
No cenário da temporada, o elenco chega a 40 atletas, com profundidade rara para um clube que costuma entrar no ano em reconstrução. Isso cria competição interna e eleva o treino, mas também inflaciona a gestão de minutos, humor do vestiário e expectativa de torcida. A ausência momentânea de Renzo López, com retorno previsto para meados de março, torna o encaixe do camisa 9 uma pauta imediata.
O veredito é que o Vitória apostou em amplitude, agora precisa provar direção. Reforçar é a parte fácil. Difícil é transformar excesso em padrão, sem prometer demais e entregar um time que se reconheça em campo, mesmo quando a rotação apertar.
Fonte: Folha do Estado







