Vereadoras rebatem matéria sobre emendas e defendem ações voltadas às mulheres em Feira de Santana

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Por: Vicente Santos

Lu de Ronny e Eremita Mota afirmam que limitações técnicas da LDO impedem destinação específica para combate à violência contra a mulher

As vereadoras Lu de Ronny e Eremita Mota utilizaram a Tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana para rebater uma matéria publicada pelo portal Bahia na Política, que questiona a ausência de emendas impositivas específicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher no orçamento de 2026.

Segundo a publicação, cada vereador indicou R$ 1.988.528,00 em emendas impositivas, mas as duas parlamentares não teriam destinado recursos diretamente para programas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, de gênero ou política.

Durante o pronunciamento, Lu de Ronny explicou que os vereadores não possuem autonomia para criar novas destinações orçamentárias sem que haja previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). De acordo com ela, atualmente não existe um programa específico voltado ao combate à violência contra a mulher dentro da estrutura orçamentária do Executivo Municipal.

A parlamentar afirmou ainda que, caso o município disponibilize essa previsão, irá destinar recursos para a área. Lu destacou também que parte significativa de suas emendas foi encaminhada para o Hospital da Mulher, ressaltando a importância do atendimento às mulheres diagnosticadas com endometriose e outras demandas da saúde feminina.

Ela ainda sugeriu que o setor Legislativo da Câmara realize um levantamento dos projetos apresentados pelos vereadores em defesa das mulheres vítimas de violência, reforçando que a pauta deve ser tratada como responsabilidade de todo o Poder Legislativo.

Já Eremita Mota criticou a condução da reportagem e afirmou que não foi procurada pelo veículo antes da publicação. A vereadora disse que o conteúdo apresentou uma visão limitada sobre o funcionamento das políticas sociais e destacou que suas emendas atendem instituições que acolhem diretamente mulheres em situação de vulnerabilidade.

“O mínimo que o veículo poderia fazer era me ouvir. É o mínimo que um jornalista pode fazer”, declarou a parlamentar.

Eremita detalhou que destinou recursos para entidades como a Santa Casa, Instituto Renovo e associações que atendem mães de crianças com paralisia cerebral, argumentando que esses espaços também oferecem suporte a mulheres vítimas de violência, mães solos e famílias em situação de fragilidade social.

A vereadora reforçou ainda que todas as informações referentes às emendas parlamentares estão disponíveis nos portais de transparência e defendeu que os fatos sejam apresentados de maneira completa à população.

 

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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação

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