Em entrevista concedida ao Rio-X News, o vereador Galeguinho voltou a criticar a postura do poder público municipal em relação aos vendedores ambulantes da Fraga maia e denunciou o que considera descaso na administração das feirinhas de Feira de Santana.
O vereador Galeguinho criticou a postura que considera desumana do poder público municipal em relação aos vendedores ambulantes que atuam no bairro Fraga maia, em Feira de Santana. Segundo ele, muitos trabalhadores estão apenas tentando garantir o sustento de suas famílias e não deveriam ser impedidos de exercer suas atividades em um espaço que historicamente está ligado à própria origem comercial da cidade.
O parlamentar ressaltou que Feira de Santana nasceu a partir de uma feira livre, o que reforça, segundo ele, a importância histórica e cultural do comércio popular para o município. “Não podemos esquecer que nossa cidade é oriunda de uma feira. Impedir pais e mães de família de buscar o pão de cada dia é desconsiderar essa história”, argumentou.
Além da situação na Fraga maia, Galeguinho também denunciou o que chamou de descaso nas feirinhas da cidade, com atenção especial ao Centro de Abastecimento de Feira de Santana. Ele afirmou que, tanto no Centro de Abastecimento quanto em outras feiras, existem associações que se apresentam como organizadoras dos espaços, mas cuja atuação precisa ser melhor fiscalizada.
O vereador questionou ainda a cobrança de taxas para uso de banheiros no Centro de Abastecimento, classificando o serviço como essencial e de acesso indispensável, sobretudo para trabalhadores e consumidores que circulam diariamente pelo local. Segundo ele, há também uma empresa que estaria administrando parte do espaço com finalidade de arrecadação, sem que haja, de acordo com sua denúncia, uma fiscalização ou deliberação efetiva por parte do poder público municipal.
Galeguinho cobrou mais transparência na gestão dos espaços públicos, revisão das cobranças consideradas abusivas e maior diálogo com os trabalhadores informais. Para ele, é fundamental que a prefeitura adote medidas que conciliem organização urbana com respeito à dignidade e ao direito ao trabalho.
Por: Vicente Santos







