Na sessão mais recente da Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Edvaldo Lima (União Brasil) voltou a utilizar o púlpito para proferir declarações de caráter intolerante e discriminatório contra religiões de matriz africana.
Durante seu discurso, o parlamentar afirmou que essas tradições religiosas seriam “do demônio” e criticou uma escola da cidade — cujo nome não soube citar — após saber que pipocas e balas foram distribuídas aos alunos. Segundo ele, a prática representaria uma “oferenda para orixás”.
O vereador também se referiu de forma pejorativa aos praticantes, chamando-os de “candomblezeros”, termo considerado ofensivo. O correto, segundo especialistas e representantes das comunidades de terreiro, é candomblecistas.
As falas de Edvaldo Lima geraram indignação entre religiosos e defensores da liberdade de culto. Eles destacam que esse tipo de discurso reforça preconceitos históricos, carrega traços de racismo religioso e contraria a Constituição Federal, que garante a liberdade de crença e a igualdade entre todas as religiões.
Reportagem: Vicente Santos