Investigação aponta ligações a familiares da mulher e envio de mensagem por rede social, apesar da proibição judicial de contato
O vereador Carlito Canguçu Silva (Agir), de Jacaraci, no sudoeste da Bahia, foi preso preventivamente na segunda-feira (19) por descumprimento reiterado de medidas protetivas concedidas em favor da ex-companheira, de 25 anos. As informações são do portal G1.
De acordo com a Polícia Civil, as medidas judiciais foram determinadas há cerca de um mês, após episódios de injúria, ameaça e vias de fato que teriam sido praticados pelo parlamentar contra a mulher.
Mesmo após ser notificado sobre as restrições impostas pela Justiça, Carlito teria continuado a descumprir as determinações. Segundo a polícia, ele realizou ligações telefônicas para familiares da ex-companheira e fez declarações consideradas intimidatórias.
Ainda segundo a investigação, o vereador também enviou uma mensagem à mulher por meio de uma rede social no fim do mês em que as ameaças teriam começado. A iniciativa contrariava a ordem judicial que proibia qualquer forma de contato com a ex-companheira.
Vereador está à disposição da Justiça
A prisão foi realizada pela Delegacia Territorial de Jacaraci, unidade vinculada à 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), com sede em Guanambi.
Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva, o investigado foi encaminhado à unidade policial para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.
Até o momento, não há manifestação da defesa do vereador apresentada nas informações disponíveis sobre o caso.
Câmara de Jacaraci se manifesta sobre prisão
Em nota, o presidente da Câmara Municipal de Jacaraci, Arthur Guimarães Neto, afirmou que o Legislativo não irá comentar o mérito do caso porque o processo tramita sob segredo de Justiça.
Segundo o posicionamento, a decisão de não se manifestar busca respeitar os limites legais, a privacidade dos envolvidos e a natureza sigilosa do procedimento, evitando antecipar conclusões sobre os fatos.
A nota também ressalta a confiança da Câmara nas instituições competentes e na atuação do Poder Judiciário, responsável pela condução do processo e pela adoção das providências cabíveis.
Ao final, o Legislativo municipal reafirmou seu compromisso com a responsabilidade institucional, a legalidade e o respeito às instituições democráticas, e informou que aguarda o andamento regular do processo e o esclarecimento dos fatos pelas autoridades.
Fonte: Bahia.ba





