União, Estado e Municípios buscam minimizar efeitos do El Niño na Bahia

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Gestores traçaram estratégias a serem apresentada durante encontro, na próxima semana.

A Bahia está preparando um plano de enfrentamento aos efeitos do fenômeno El Niño que está causando diversos transtornos em todo o Estado e de acordo com os estudiosos, o pico deve acontecer entre os meses de setembro e outubro. Depois de uma reunião geral ocorrida, na segunda-feira (24), em Brasília, entre representantes dos Estados nordestinos e o Governo Federal, as ações terão continuidade em encontros presenciais nos estados. Na Bahia, a próxima reunião está prevista para 1º de setembro e deverá contar com a participação de prefeitos e equipes técnicas para aprofundar a discussão sobre as medidas de enfrentamento e a atuação integrada entre União, Estado e municípios.

O Governo do Estado já havia criado um comitê responsável pela elaboração do Plano Estadual de Ações de Enfrentamento aos Impactos do El Niño 2026/2027. O planejamento inclui medidas emergenciais e ações de continuidade em áreas como segurança hídrica, agricultura familiar, alimentação, saúde, defesa civil e prevenção e combate a incêndios. Entre as iniciativas previstas está o combate à escassez de água, que será ativado pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS).O plano também prevê o fortalecimento da agricultura familiar por meio de programas como o Garantia-Safra e o Projeto Sertão Vivo, além de ações voltadas à prevenção e ao combate a incêndios.

Entre os cenários considerados para o Nordeste estão a possibilidade de chuvas abaixo da média, aumento das temperaturas e períodos de seca. A partir dessas projeções, foram apresentadas durante o encontro entre União e Estados, informações e medidas relacionadas à segurança hídrica, abastecimento de alimentos, saúde, monitoramento climático e hidrológico, prevenção de incêndios e atendimento à população.

PLANO DE GUERRA

O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, que esteve presente no encontro, defendeu uma “operação de guerra” imediata para garantir o abastecimento de água nos municípios que poderão enfrentar maiores dificuldades diante dos efeitos das mudanças climáticas e do El Niño no Nordeste. “Precisamos estar preparados para agir antes que a emergência aconteça e garantir que os municípios que mais precisam tenham o apoio necessário”, resumiu o presidente da UPB.

Nesse sentido, o presidente da UPB ressaltou a relevância de ações de desburocratização, a exemplo do Cartão Defesa Civil, criado em 2011, como instrumento para dar mais agilidade à atuação dos municípios, com recursos destinados às ações de socorro e assistência em situações emergenciais. Para ele, “União, Estado e municípios precisam estar de mãos dadas e trabalhando de forma integrada, compartilhando informações, estruturas e recursos”. A UPB também propôs uma atuação interfederativa para agilizar os casos de decretação de situação de emergência e desburocratizar a liberação de medidas de enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. Como parte dessa mobilização, a entidade realizará, em parceria com a Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Presidência da República, no próximo dia 1º de setembro, das 9h às 12h, em sua sede, uma reunião voltada à preparação dos municípios baianos para os possíveis efeitos do El Niño.

A agenda reunirá prefeitos, prefeitas, secretários municipais e gestores das Defesas Civis, com a participação da Casa Civil, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e de outros ministérios relacionados ao tema.

O presidente da UPB aprovou o posicionamento do ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, que destacou a estratégia federal baseada em três pilares: diagnosticar, integrar e harmonizar as ações, considerando as particularidades de cada região. Segundo o ministro, a atuação articulada, sob coordenação da Casa Civil, deverá garantir que as políticas públicas cheguem de forma efetiva a todas as localidades. “É muito importante que as ações sejam feitas diretamente com os municípios, prefeitos e prefeitas. Portanto, essa integração vem para nortear as ações do nosso governo”, afirmou Guimarães.

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, reforçou a necessidade de preparação conjunta para os possíveis efeitos do El Niño e das mudanças climáticas. Segundo Belchior, desde 2023 o Governo Federal vem adotando medidas estruturantes, especialmente nas áreas de infraestrutura e segurança hídrica, com atenção especial ao Nordeste. De acordo com a ministra, um dos principais desafios é comunicar à sociedade o que pode ser esperado do fenômeno. Ela também destacou que o planejamento antecipado e a integração entre União, estados e municípios são fundamentais para que o país esteja mais preparado para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e proteger a população.

 

 

Fonte: Folha do Estado

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