Janete Fama, assistente social do EMOBA, conversou com a nossa equipe do Raio-News sobre a grave dificuldade que o banco de sangue enfrenta na manutenção dos estoques, especialmente dos tipos sanguíneos mais raros como B-negativo e O-negativo. Esses grupos são considerados críticos porque são menos comuns na população e, quando faltam, podem dificultar atendimentos de emergência e cirurgias.
De acordo com dados de hemocentros brasileiros e internacionais, apenas cerca de 8% a 10% da população tem sangue O-negativo e aproximadamente 2% a 3% possuem B-negativo, tornando esses tipos significativamente mais raros do que os positivos.
Janete explicou que a situação se agrava nos finais de semana e durante períodos de festas populares, quando muitas pessoas viajam ou estão ocupadas, e o número de doadores cai ao mesmo tempo em que a demanda por atendimentos de urgência e acidentes tende a subir.
Ao decidir doar sangue, o voluntário passa por uma triagem de saúde, onde são avaliados fatores como peso, idade e condições clínicas, para garantir que a doação seja segura tanto para o doador quanto para quem vai receber o sangue.
Após a coleta, a amostra é examinada em laboratório para verificar se atende a todos os critérios necessários. Esse resultado é informado ao doador em até 30 dias, permitindo que ele saiba se a doação foi aprovada e se seu sangue poderá contribuir para o atendimento de pacientes que precisam de transfusões.
Doar sangue é um gesto simples que pode salvar até quatro vidas por bolsa coletada, pois o sangue retirado é fracionado em diferentes componentes (como hemácias, plasma e plaquet.
Por: Vicente Santos







