Emile Quéssia teria auxiliado a ação criminosa por meio de videochamada
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a conversão da prisão em flagrante de Emile Quéssia Oliveira da Silva Sena em prisão preventiva. Ela é apontada como suspeita de envolvimento no sequestro de três mulheres ocorrido no último domingo (15), no Salvador Shopping, e passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (18).
Na decisão, a juíza Mariana Alvariño Britto considerou que há indícios de participação ativa da investigada no crime. Segundo os autos, Emile teria auxiliado a ação criminosa por meio de videochamada, além de ter disponibilizado dados bancários para o recebimento de R$ 10 mil via Pix exigidos das vítimas.
O Ministério Público da Bahia se manifestou favoravelmente à manutenção da prisão, destacando a gravidade do caso e a necessidade de garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
A defesa da suspeita, por sua vez, contesta a versão apresentada pela polícia e sustenta que a prisão teria sido irregular. Os advogados afirmam que Emile estava em casa, dormindo, quando foi abordada pelos agentes, contrariando a versão inicial de que ela teria sido encontrada em atitude suspeita.
Ao analisar os argumentos, a magistrada rejeitou a tese de ilegalidade do flagrante. De acordo com a decisão, no momento da abordagem policial, as vítimas ainda estavam em cativeiro.
A juíza também destacou relatos de que a investigada teria tentado fugir e destruir o próprio celular ao perceber a chegada dos policiais, o que reforçaria a situação de flagrância e a tentativa de ocultação de provas. A defesa de Emile ainda não se pronunciou.
As investigações apontam que o crime teria sido articulado por Pedro Vitor Lima Sena Souza, companheiro de Emile, que já se encontra preso. Conforme apurado, ele teria indicado a localização do cativeiro durante uma chamada de vídeo feita de dentro da unidade prisional.
Fonte: Bahia.ba






