Sete saídas em um único dia no Diário Oficial: FAB registra 26 oficiais desligados em 2 meses, e 18 deles pediram demissão

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Vinte e seis oficiais deixaram a Força Aérea Brasileira (FAB) em 58 dias, segundo atos publicados no Diário Oficial da União entre 29 de julho e 25 de setembro de 2026. Dezoito saídas foram a pedido e oito, de ofício. Em todos os casos, o oficial passou para a reserva não remunerada, sem salário pago pela FAB.

Sete saídas apareceram em um único dia

A primeira publicação considerada no levantamento, de 29 de julho, trouxe sete desligamentos de uma só vez. Depois vieram novas rodadas em agosto e setembro, até a edição de 25 de setembro.

No total, foram nove datas de publicação. Como algumas portarias de ofício têm efeito retroativo, os 58 dias medem o intervalo entre os atos no Diário Oficial, e não a data exata em que cada militar saiu.

Metade dos desligados eram aviadores: 13 ao todo. Também saíram 10 engenheiros, dois médicos e um intendente. Entre os aviadores, os postos vão de segundo-tenente a tenente-coronel.

O que significa reserva não remunerada na FAB?

Significa que o oficial deixa a ativa, mas continua na reserva e mantém o posto. Um capitão segue capitão da reserva, por exemplo. O que ele não recebe é remuneração. Também não se trata de aposentadoria: não há salário da ativa nem os proventos de quem passa à reserva remunerada após cumprir os requisitos da carreira.

Dezenove atos citam possível indenização

Dos 26 atos, 19 trazem ressalva sobre possível indenização aos cofres públicos. Isso não significa dívida definida: a FAB menciona despesas de preparação e formação, além de cursos ou estágios no Brasil ou no exterior.

Quem pede demissão com menos de três anos de oficialato pode ter de ressarcir gastos de preparação, formação ou adaptação. Cursos e estágios posteriores também entram na conta.

Para capacitações de dois a menos de seis meses, a janela é de dois anos após a conclusão. Para as de seis meses ou mais, chega a três anos. O valor, se houver, é apurado à parte.

Os atos explicam por que os oficiais saíram?

Nos pedidos voluntários, o Diário Oficial normalmente não informa o motivo. As portarias tampouco dizem se o destino foi iniciativa privada, aviação comercial ou concurso público.

Nas saídas de ofício, o caminho é muitas vezes mais claro: o oficial tomou posse em cargo público permanente fora da carreira militar. Um capitão engenheiro foi aprovado em primeiro lugar no CNU 2 para pesquisador em hipersônica computacional.

Há ainda um caso de tenente-coronel cuja demissão a pedido foi concedida em cumprimento a decisão judicial.

O que o levantamento mostra e o que não prova

Os números indicam concentração de publicações em curto intervalo, com peso de aviadores e engenheiros. Já as causas não estão nos documentos, e generalizar um motivo único iria além do que os atos permitem afirmar. Para quem pensa em deixar a carreira, vale conferir caso a caso: reserva sem salário e possível cobrança dependem da situação de cada oficial.

 

 

Fonte: Correio 24 Horas 

Reprodução/Flickr/Força Aérea Brasileira - Página Oficial
foto Reprodução/Flickr/Força Aérea Brasileira - Página Oficial
Vicente Santos é responsável pelas informações e imagens apresentadas nesta postagem.Radar News não se responsabiliza pelo conteúdo publicado.
Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação