A expectativa, segundo vendedores, é que o movimento melhore somente na quinta-feira, véspera da Sexta-feira Santa.
Com a proximidade da Semana Santa, cresce também a procura por produtos tradicionais da ceia de Páscoa. Em Feira de Santana, o movimento das lojas e barracas no centro comercial lentamente começa a tomar fôlego. No entanto, os clientes este ano terão que pechinchar um pouco mais, se quiserem garantir o caruru e o bacalhau.
Em entrevista ao Folha do Estado, alguns comerciantes da Marechal Deodoro reclamam que as vendas nas barracas ainda estão tímidas. No local, há bastante variação nos preços, e alguns produtos que tiveram reajuste, a exemplo da castanha de caju.
A expectativa, segundo vendedores, é que o movimento melhore somente na quinta-feira, véspera da Sexta-feira Santa.
Na barraca de Maria Ângela, por exemplo, o azeite de dendê está custando entre R$ 5 e R$ 10 o litro; a castanha de caju varia entre R$ 20 e 40, a depender do tamanho. Já o quilo do camarão e a massa para o caruru estão custando R$ 10 cada.
Na banca de Gilson de Souza, o cliente leva o cento do quiabo por R$ 30, preço que se mantém entre os demais vendedores. Meio cento da iguaria, sai por R$ 17. Mas quem quiser, também compra o mínimo: 15 unidades por apenas R$ 7,50.
O camarão de água doce na banca de Rogério Ferreira está por R$ 15, e o de água salgada, R$ 30; meio litro de azeite de dendê custa R$ 10; o amendoim tem de R$ 10 e R$ 20 o litro. E a castanha é vendida por R$ 50 o litro.
Bacalhau mais salgado
Nas lojas de laticínios e açougues da Marechal, o preço do quilo do bacalhau está assustando os consumidores, com grande variação entre estabelecimentos . No entanto, grande parte prefere pagar mais, a deixar de seguir a tradição da Semana Santa.
Para o aposentado Leopoldino Santos, o bacalhau é peça-chave da mesa em família. “Estou comprando o quiabo, para garantir meu caruru, pois os preços estão bons. Já o bacalhau está puxado, mas vamos comer. Estou com 73 anos e faço desde que me entendo por gente”, afirmou.
A consumidora Margarida da Silva também não ficou feliz com o preço do bacalhau, mas disse que não pode faltar na mesa de Páscoa. “Vou tentar levar, nem que seja um pouco”.
Moradora do bairro Tomba, Joselma da Silva também avalia que não pode deixar de seguir a tradição. “Vou levar, mas os preços não estão muito bons. Temos que garantir a tradição. De todos eu acho que a castanha está mais salgada.”
Proprietário de um laticínio, Vanderlito Ferreira afirmou que a alta não ultrapassou os 10%, em relação aos anos anteriores. Ainda assim, as vendas estão mais devagar, em 2026.
“Agora temos uma venda tímida do produto, pois as pessoas estão reclamando dos preços. Muitos preferem comprar no cartão de crédito, com isso o cliente acaba perdendo um desconto maior.”
Chocolate também disparou
Outro produto que está com custo mais elevado em 2026 é o chocolate, impulsionado pela alta do cacau no mercado internacional e seu impacto na inflação. Desse modo, os tradicionais ovos de Páscoa também estão muito mais caros, assim como a matéria-prima para sua produção artesanal.
Em uma casa de embalagens, que também comercializa itens de bomboniere e confeitaria da Marechal Deodoro, o administrador Luís administrador tenta driblar as mudanças do mercado, ofertando descontos aos clientes, e assim garantir as vendas.
“O custo do chocolate subiu muito e o cliente termina buscando outras opções. Não deixa de vender, mas comparando com períodos anteriores, realmente está tendo essa mudança, porque houve um aumento de cerca de 30% e as pessoas não estão absorvendo muito bem.”
Segundo ele, muitas pessoas estão preferindo os ovos artesanais, que saem mais em conta que os de marcas nacionais.
“Geralmente como opção, as pessoas estão preferindo o ovo de colher, com um custo menor. Tem os ovos recheados, e aqui a gente fornece para os confeiteiros que compram em fardos. A gente trabalha com a matéria-prima para quem fabrica os ovos. No caso do chocolate, temos opções mais baratas com o quilo saindo por R$ 25, e o superior na faixa de R$ 40.”
Fonte: Folha do Estado






