Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro por mansão de R$10 milhões: “e minha ilha?”

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O atacante Richarlison voltou a provocar publicamente o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) por causa de uma disputa judicial envolvendo uma mansão de luxo na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. 

Desta vez, o jogador do Tottenham, da Inglaterra, comentou uma publicação da ex-BBB e influenciadora Juliette no Instagram e questionou o político sobre o imóvel. “@flaviobolsonaro e a minha ilha?”, escreveu o atleta.

A cobrança ocorreu após Flávio Bolsonaro criticar o que classificou como uso eleitoral da imagem de Nossa Senhora Aparecida. A interação reacendeu a repercussão de um processo judicial envolvendo uma empresa ligada a Richarlison e a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., vinculada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

O caso envolve aproximadamente R$10 milhões que o atacante afirma ter investido na aquisição da propriedade. Apesar de a empresa ligada ao jogador sustentar que comprou o imóvel regularmente, a Justiça manteve um entendimento favorável à companhia associada a Tomaz. O atacante afirma que não conseguiu recuperar os valores aplicados no negócio.

A publicação que motivou a manifestação do jogador também abordava uma polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, cuja data comemorativa é celebrada em 12 de outubro. Em setembro, circularam nas redes sociais informações sobre uma suposta articulação de setores evangélicos ligados a Flávio para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.

O senador negou as acusações e participou de uma celebração religiosa na Catedral de Brasília. A proposta de retirada do título, no entanto, já foi objeto de uma iniciativa legislativa no Congresso Nacional. O Projeto de Lei nº 2.623/2007 foi apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli, que posteriormente atuou como assessor especial da Presidência da República durante o governo Jair Bolsonaro.

Entenda a disputa pela mansão
A controvérsia teve início em 2020, quando a Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., empresa ligada a Richarlison e ao então empresário do jogador, Renato Velasco, negociou a aquisição de uma propriedade de alto padrão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis.

A mansão reúne 11 suítes, piscina, quadra de tênis, heliponto, praia privativa e cachoeira. O negócio, avaliado em cerca de R$10 milhões segundo os valores mencionados na disputa, tornou-se alvo de uma controvérsia sobre os direitos de posse do imóvel.A Sport 70 alegava ter adquirido a propriedade de forma regular.

Posteriormente, a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., ligada ao advogado Willer Tomaz, reivindicou direitos possessórios com base em contratos anteriores. O conflito foi levado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e, posteriormente, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em 2025, o STJ manteve o entendimento favorável à empresa vinculada a Tomaz. A análise do recurso especial não permitiu um novo exame do conjunto de provas e das cláusulas contratuais, em razão das limitações aplicáveis a esse tipo de recurso.

Qual é a relação de Flávio Bolsonaro com o caso?
O nome do candidato Flávio Bolsonaro entrou na controvérsia porque o senador visitou a mansão antes da conclusão das negociações e voltou ao local posteriormente, acompanhado de Willer Tomaz.

Relatos divulgados à época também apontaram que o político teria demonstrado interesse em adquirir a propriedade. A amizade entre Flávio e Tomaz ampliou a repercussão política do processo. O senador chegou a ser incluído como testemunha em uma das ações judiciais relacionadas ao imóvel.

 

 

Fonte: Bnews

Charles Vieira / Campanha de Flávio Bolsonaro - Rafael Ribeiro / CBF
foto Charles Vieira / Campanha de Flávio Bolsonaro - Rafael Ribeiro / CBF
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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação