A melhora está associada, principalmente, às chuvas acima da média registradas em diversas regiões ao longo do mês.
A Bahia apresentou melhora nas condições de seca em fevereiro. Os dados foram divulgados esta semana pelo Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) acompanha o cenário mais favorável de perto. O órgão atua no monitoramento climático e na gestão dos recursos hídricos em todo o estado.
Segundo o levantamento, houve redução da área afetada pela seca na Bahia. Além disso, também houve recuo da seca grave e da eliminação dos registros de seca extrema. A melhora está associada, principalmente, às chuvas acima da média registradas em diversas regiões ao longo do mês. Isso contribuiu para a recuperação do solo e dos reservatórios.
De acordo com o coordenador de Estudos de Clima e Projetos Especiais do Inema, Aldirio Almeida, a melhoria reflete a influência direta das chuvas. “No mês de fevereiro, as chuvas ficaram acima da média em, praticamente, todo o Estado. Em algumas regiões, os acumulados ultrapassaram o dobro do esperado para o período, o que refletiu na redução da intensidade da seca na Bahia”.
O coordenador também destaca a continuidade desse cenário positivo. “Essa condição de chuvas acima da média está se mantendo ao longo do mês de março. Com isso, a tendência é que o próximo mapa do Monitor de Secas apresente uma melhora ainda mais significativa nas condições de seca no estado”, completou.
Fortalecimento no enfrentamento à seca na Bahia
No contexto do Nordeste — região que ainda concentra os maiores impactos da seca no país, com 95% do território afetado — a Bahia se destaca pela evolução positiva no período analisado. Assim como no Piauí, o estado deixou de registrar seca extrema em fevereiro. Os indicadores revelam uma tendência de recuperação gradual.
Em nível nacional, o Monitor de Secas aponta que a área com o fenômeno caiu de 63% para 54% do território brasileiro. Entre janeiro e fevereiro, passou de 5,4 milhões para 4,5 milhões de quilômetros quadrados. Ao todo, 17 estados registraram abrandamento da seca, incluindo a Bahia.
O Monitor de Secas é resultado de uma adaptação de metodologia internacional à realidade brasileira e, desde sua implementação em 2014, conta com a participação ativa da Bahia por meio do Inema na elaboração mensal dos mapas. A ferramenta, que inicialmente abrangia apenas estados do Nordeste, hoje reúne informações de todas as 26 unidades da Federação e do Distrito Federal, consolidando-se como referência nacional.
Na Bahia, os dados do Monitor subsidiam diretamente a atuação de diferentes órgãos, como a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec) e a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), fortalecendo a tomada de decisões e o planejamento de ações de enfrentamento à seca.
Fonte: Folha do Estado






