Presidente da APLB, Marlede Oliveira critica exclusão de aposentados e anuncia ação judicial
A discussão sobre o reajuste salarial dos professores da rede municipal de Feira de Santana gerou debates acalorados na Câmara de Vereadores. Durante a sessão, a presidente da APLB Sindicato, Marlede Oliveira, comentou o aumento de 5,4%, com pagamento retroativo ao mês de janeiro, destacando que a medida contempla apenas os profissionais ativos, deixando de fora os aposentados.
Segundo Marlede, a exclusão dos inativos foi recebida com surpresa pela categoria. Diante disso, a APLB Sindicato informou que pretende ingressar com uma ação na Justiça para rever a situação e garantir a extensão do reajuste a todos os profissionais do magistério.
O debate ganhou tom mais tenso após declaração do líder do governo na Câmara, o vereador Zé Carneiro, que afirmou que “o sonho dele era ver a diretora da APLB em uma sala de aula”, insinuando que a sindicalista não exerce a função docente fala que repercutiu entre os presentes.
A votação do projeto ocorreu em meio a críticas da oposição. O vereador Luiz da Feira apontou que o texto da proposta não previa qualquer menção ao reajuste para professores aposentados. Já o vereador Silvio Dias solicitou o adiamento da votação para reavaliação do conteúdo, mas teve o pedido rejeitado pela maioria.
A APLB classificou a situação como uma “pegadinha”, argumentando que o projeto foi colocado em votação sem a devida clareza sobre seus impactos. Ainda assim, a proposta foi aprovada, ampliando o impasse entre a categoria e o governo municipal.
O caso agora deve avançar para o campo jurídico, enquanto professores e representantes políticos seguem em debate sobre os direitos da categoria e a valorização dos profissionais da educação.
Por: Vicente Santos






