Quem era o estudante de Medicina baleado e morto após discussão de trânsito

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O estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, que morreu após ser baleado durante uma discussão de trânsito, era natural de Jacareí (SP), casado e pai de uma criança de 2 anos. Amigos e familiares o descreviam como uma pessoa carinhosa, alegre e otimista.

“Era uma pessoa incrível, extremamente alegre. Nunca conheci alguém tão otimista quanto ele. Estava sempre de bom humor e alegrava os nossos dias”, disse um colega.

O caso

Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morreu após ser baleado durante uma discussão de trânsito na manhã de terça-feira (29), em Taubaté, no interior de São Paulo. O autor dos disparos, o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, foi preso em flagrante.

A defesa do militar alega legítima defesa. Segundo o advogado Claudio Rodrigues Moreira, Marcos acreditou que poderia estar diante de uma tentativa de assalto ao perceber um objeto na mão do estudante. A polícia informou que apreendeu um canivete com Bruno.

“A esposa, que estava no banco traseiro com o filho de 1 ano, visualizou na mão da vítima um objeto com cabo escuro e cromado. Marcos também viu esse objeto de relance e acreditou estar sendo ameaçado por uma possível tentativa de assalto”, declarou Moreira ao portal UOL.

Bruno estava a caminho da faculdade quando teria se envolvido na discussão com o bombeiro na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo. Durante o episódio, Marcos efetuou ao menos quatro disparos contra o jovem.

O estudante foi socorrido e levado ao Hospital Regional, mas chegou sem vida à unidade, conforme apuração do UOL. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a arma utilizada nos disparos foi apreendida. O caso é investigado como homicídio pelo 1º Distrito Policial de Taubaté.

Em nota, o advogado afirmou que a tese de legítima defesa será demonstrada ao longo do processo, mas evitou detalhar as provas enquanto a investigação estiver em andamento.

“Por respeito ao trabalho das autoridades responsáveis pela apuração e considerando que diligências ainda estão em andamento, a defesa entende não ser adequado antecipar publicamente a análise de elementos probatórios específicos”, afirmou.

Marcos integra a Polícia Militar desde 2016 e ocupa a graduação de soldado de 1ª classe, segundo informações do Portal da Transparência do Estado de São Paulo.

A morte de Bruno mobilizou colegas da Universidade de Taubaté (Unitau), onde cursava Medicina. Na noite de terça-feira (29), eles participaram de uma missa na Igreja Santa Terezinha e, em seguida, realizaram uma vigília na Avenida do Povo. A universidade também lamentou a morte do estudante.

 

Fonte: Correio 24 Horas

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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação