Vini Jr relata ofensa, jogo para, debate explode
A partida entre Benfica e Real Madrid foi paralisada após Vinicius Júnior relatar injúria racial atribuída a Prestianni, do time português. O episódio ocorreu depois de Vini abrir o placar com um chute de fora da área e o árbitro acionar o protocolo antirracista. A bola voltou a rolar após cerca de 10 minutos.
O roteiro é conhecido, e por isso mesmo vergonhoso: denúncia em campo, confusão, pausa protocolar, retorno “normal”. O futebol europeu adora a estética da campanha antirracismo, mas ainda tropica na parte que exige punição e transparência. A camisa na boca, descrita no relato, reforça a covardia que tenta transformar crime em ruído.
A repercussão ganhou escala porque o caso atravessou o esporte. Thierry Henry e Micah Richards se posicionaram publicamente, e Lewis Hamilton compartilhou apoio em redes sociais, num eco que mostra a força do tema para além das quatro linhas. Quando celebridades viram amplificador, é porque as instituições falharam em ser voz principal.
O ponto central, aqui, não é a comoção. É o que vem depois. Sem investigação célere, punição e comunicação clara, o protocolo vira teatro de dez minutos, útil para a transmissão e inútil para a vítima. E Vini Jr, de novo, acaba empurrado para o papel que ninguém deveria assumir sozinho: o de denunciar para o sistema fingir que escuta.
Com informações de: A TARDE.







