Por: Vicente Santos
Ideia de transformar vereadores em conselheiros sem salário provoca indignação e até ironia nos bastidores políticos.
Uma proposta do deputado federal Amom Mandel conseguiu o que poucos projetos conseguem: mexer com o humor e com a paciência dos vereadores de Feira de Santana.
A sugestão, que prevê transformar vereadores de cidades com até 30 mil habitantes em conselheiros sem salário fixo, caiu como uma bomba daquelas que fazem barulho e deixam todo mundo falando ao mesmo tempo.
Na sessão desta terça-feira (14), o vereador Professor Ivamberg não perdeu tempo e anunciou que vai protocolar uma moção de repúdio. E, ao que tudo indica, não vai faltar assinatura no documento.
“Quem mais é procurado pelo povo é o vereador”, disparou Ivamberg, visivelmente incomodado. Para ele, a proposta parece mais uma tentativa de “rebaixar” o papel dos legisladores municipais algo que, segundo ele, não pegou nada bem.
Nos corredores, o clima é de mistura: tem indignação, surpresa e até um certo tom de incredulidade. Afinal, como dizem alguns vereadores em tom bem-humorado, “se a moda pega, daqui a pouco vereador vira estagiário”.
Apesar da crítica forte, há quem veja a proposta com curiosidade e até concorde em partes. Mas, nesse caso, o consenso parece distante. O próprio Ivamberg resumiu o sentimento geral com uma frase direta:
“Se quis chamar atenção, conseguiu… mas não do jeito que esperava.”
No fim das contas, o episódio mostra que, em política, mexer com a base especialmente com quem está mais próximo do povo é sempre um terreno delicado. E, em Feira, essa história ainda deve render muitos capítulos… e algumas boas piadas também.
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