Moraes aguarda parecer da PGR sobre arma apreendida em nome do ex-presidente para decidir se ex-presidente permanece em casa ou retorna à Papuda
O prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida a Jair Bolsonaro (PL) termina nesta quinta-feira (25). A decisão sobre a prorrogação do benefício ou o retorno imediato do o ex-presidente ao regime fechado, no Complexo Penitenciário da Papuda, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma eventual renovação do benefício, que parecia provável por cauda do quadro clínico de Bolsonaro, tornou-se incerta depois da apreensão de uma arma de fogo no nome do ex-presidente durante uma blitz de trânsito realizada pela Polícia Militar na última semana. O armamento estava no veículo usado por um militar responsável pela segurança do ex-chefe do Executivo.
Após a apreensão da arma, Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar se a posse do armamento configura falta grave capaz de justificar a revogação da prisão domiciliar.
Em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal, que instaurou inquérito para apurar a apreensão, Bolsonaro disse que mantinha a arma por razões de segurança. Segundo ele, a presença de três mulheres em sua residência justificaria a necessidade de permanecer armado.
A defesa do ex-presidente já protocolou pedido para a renovação da prisão domiciliar, alegando que Bolsonaro enfrenta um quadro clínico complexo e permanente que exige acompanhamento constante e cuidados específicos.
De acordo com relatório médico enviado ao STF, o ex-presidente sofre de apneia grave do sono, histórico de pneumonias recorrentes provocadas por broncoaspiração, refluxo gastroesofágico persistente, gastrite crônica e sequelas decorrentes das cirurgias realizadas após o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.
Fonte: Bahia.ba






