Policiais penais negociavam entrada de celulares e drogas no presídio de Feira por WhatsApp e recebiam por Pix, aponta investigação

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As negociações para a entrada de celulares, drogas e outros materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana eram realizadas por meio do WhatsApp, enquanto os pagamentos de propina ocorriam via Pix, segundo as investigações da Operação Sísifo. O esquema, que envolvia policiais penais e integrantes de uma organização criminosa, foi desarticulado após apurações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Na última terça-feira (7), o MP-BA informou que 10 policiais penais foram condenados por participação na organização criminosa. Os condenados são Valmir Pereira de Jesus, Vitor Cerqueira de Oliveira, Ednilson Santana Mota, Isaías Gregório de Miranda Filho, Yure Pinheiro Costa, Gildo de Lima Almeida, Valter Ferreira de Almeida, Leandro Calazans Amaral, Luana Priscilla de Jesus Moitinho e Rosana Souza de Oliveira.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Correio, as investigações identificaram conversas extraídas do celular de Valmir Pereira de Jesus que mostram negociações com o policial penal Yure Pinheiro Costa para facilitar a entrada de materiais proibidos na unidade prisional. Em uma das mensagens analisadas, os investigados teriam acertado o ingresso de nove celulares, duas balanças de precisão e dois quilos de entorpecentes mediante o pagamento de R$ 36,5 mil.

Ainda segundo a apuração, o dinheiro não era depositado diretamente nas contas dos policiais. Os valores eram transferidos para contas de terceiros, entre elas a da empresa EME Eletricista, registrada em nome do comerciante Emerson Carmo dos Santos, apontado como integrante do núcleo financeiro da organização criminosa.

A quebra dos sigilos bancários também revelou movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos dos investigados. Entre janeiro de 2022 e abril de 2023, Yure Pinheiro Costa movimentou R$ 334.918,67 em créditos e R$ 332.304,50 em débitos. Desse total, apenas R$ 59.901,11 tiveram origem identificada nos salários pagos pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), conforme levantamento citado pelo Correio.

As investigações apontam ainda que Gildo de Lima Almeida movimentou cerca de R$ 555,3 mil em créditos e R$ 557,6 mil em débitos entre 2020 e 2022. No mesmo período, Valmir Pereira de Jesus também teria movimentado mais de R$ 500 mil.

Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava os cargos ocupados no Conjunto Penal de Feira de Santana para facilitar a entrada de celulares, drogas e outros objetos ilícitos em troca de vantagens financeiras.

“As investigações apontaram a existência de divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos voltados à ocultação e dissimulação dos valores obtidos com as atividades criminosas, inclusive por meio de movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados dos envolvidos”, informou o MP-BA.

As investigações da Operação Sísifo tiveram início em 2023 e identificaram um esquema estruturado de corrupção dentro da unidade prisional, com divisão de funções entre os participantes e utilização de terceiros para ocultar a origem e o destino dos recursos obtidos de forma ilícita.

 

 

Fonte:Blog do Velame 

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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação