Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, foi encontrado sem vida dentro de casa no Campo Belo; corpo passará por exames no IML
A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen. Ele foi encontrado sem vida nesta sexta-feira (9), dentro da casa onde morava sozinho, na zona sul da capital paulista.
De acordo com as autoridades, a ocorrência foi registrada como suspeita devido às circunstâncias em que o corpo foi encontrado e ao fato de a causa da morte ainda depender de exames do Instituto Médico Legal (IML). Por esse motivo, a Polícia Civil impediu a cremação e determinou a realização de exames necroscópico e toxicológico para esclarecer o óbito.
O corpo foi encontrado por um vizinho. Segundo o boletim de ocorrência, ele estranhou a falta de contato com Miguel por cerca de dois dias e decidiu verificar a situação. Com o auxílio de uma escada, subiu no muro da residência e, ao observar o interior do imóvel, avistou o corpo no quarto do andar superior, sentado no chão, com as costas apoiadas na cama. Em seguida, acionou a Polícia Militar.
Miguel Abdalla era médico, vivia sozinho e mantinha uma rotina discreta. No dia anterior à descoberta do corpo, a diarista esteve na residência, bateu no portão, tocou a campainha e enviou mensagens, mas não obteve resposta e deixou o local. Imagens de câmeras de segurança de uma empresa vizinha mostram Miguel entrando em casa pela última vez no dia 7 de janeiro, por volta das 17h10. Desde então, ele não foi mais visto saindo do imóvel.
Segundo o relatório, o corpo apresentava sinais de rigor mortis e livor mortis, o que indica que o óbito havia ocorrido horas antes. A polícia informou que não foram encontrados sinais aparentes de violência ou arrombamento no local, que foi isolado e preservado por uma viatura da Polícia Militar.
Miguel Abdalla Netto era irmão de Marísia von Richthofen, assassinada em 2002 ao lado do marido, Manfred von Richthofen. O casal foi morto dentro da própria casa, em São Paulo, em um plano que teve a participação da filha Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.
Após o crime, Miguel foi tutor de Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane, e também atuou como inventariante dos bens do casal até que Andreas atingisse a maioridade.
Em 2006, Miguel chegou a acionar a Justiça ao relatar que Suzane teria sido vista “rondando” a casa onde ele vivia com a mãe e Andreas, o que levou o Ministério Público de São Paulo a pedir a prisão preventiva dela na época. Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado e atualmente cumpre pena em regime aberto, desde janeiro de 2023.
Fonte: Bahia.ba







