Os pais da adolescente de 13 anos que denunciou abusos sexuais em uma carta entregue a uma professora recebiam dinheiro para permitir que o próprio cunhado violentasse a menina, segundo a Polícia Civil do Paraná. De acordo com a investigação, o casal usava os valores recebidos do familiar para comprar drogas. Os três adultos foram presos preventivamente na quarta-feira (9), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. As informações são do g1.
A nova informação surgiu durante a investigação iniciada após a adolescente pedir ajuda na escola. Segundo a delegada Renata Batista, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), os pais, que seriam dependentes químicos, não apenas deixavam de garantir os cuidados básicos da filha, como também permitiam e facilitavam que ela sofresse abusos dentro da própria residência.
Além da violência sexual, a menina era submetida a agressões físicas e situações de negligência, conforme a polícia. A investigação aponta que os pais mantinham a filha em um ambiente de abandono e violência, enquanto recebiam dinheiro em troca da conivência com os abusos cometidos pelo familiar.
O caso ganhou repercussão depois que a adolescente escreveu uma carta para uma professora relatando o que acontecia em casa e pedindo ajuda. Na mensagem, ela contou que não queria permanecer na residência e mencionou os problemas relacionados ao uso de drogas pelos pais. A Polícia Civil divulgou o documento com trechos censurados para preservar a identidade da vítima.
A adolescente já havia relatado uma situação de violência em 2025, quando contou a uma profissional da escola que o familiar havia cometido atos de natureza sexual contra ela e que também sofria maus-tratos. Na época, ela foi encaminhada para uma instituição de acolhimento, mas voltou para casa após os pais afirmarem que mudariam de comportamento. Depois do retorno, segundo a investigação, os abusos continuaram com a anuência dos responsáveis.
Os pais da menina, de 50 e 62 anos, e o homem de 45 anos apontado como autor dos abusos permanecem presos preventivamente. Eles são investigados pelos crimes de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição ou exploração sexual e maus-tratos. Após a nova denúncia, a adolescente foi novamente encaminhada para acolhimento institucional.
Fonte: Correio 24 Horas





