A declaração foi atribuída ao parlamentar em matéria publicada pelo site Estadão
O senador Otto Alencar (PSD) negou ter chamado a chamada “chapa puro-sangue” — formada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) — de “carniça”. A declaração foi atribuída ao parlamentar em matéria publicada pelo site Estadão.
Em contato com o bahia.ba nesta sexta-feira (16), Otto afirmou que nunca utilizou o termo ao longo de seus 33 anos de vida pública e criticou a reportagem.
“Esse termo eu nunca usei na minha história de vida. Fiquei constrangido, liguei para ele [o repórter], e ele disse que vai modificar. Eu não sei nem de onde ele tirou essa palavra para fazer um negócio desses”, afirmou com exclusividade ao portal.
O senador classificou o início da entrevista como “jocosa”, ao ser questionado sobre uma possível troca de favores entre PT e PSD, envolvendo a indicação de Otto Alencar Filho para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Otto garantiu que o apoio ao PT não tem relação com esse tema. “Não foi, até porque, nesse período, todas as indicações foram do PT e eu apoiei todas”, explicou. “A minha posição e a posição do PSD já são de apoio a Jerônimo”, completou.
Sobre a formação da chapa puro-sangue, o parlamentar afirmou que ainda não há definição e comentou a possibilidade de o senador Angelo Coronel (PSD) ocupar a suplência de Jaques Wagner ou Rui Costa.
“[Jaques] Wagner está decidindo. Ele já falou que há conversas e que elas vão acontecer. A suplência, Coronel já negou, e eu concordo com ele. Sendo senador, vai para a suplência? Isso, na minha opinião, está fora de cogitação”, disse.
Ainda sobre a entrevista divulgada, Otto afirmou que a pauta pode ter sido “encomendada”, citando outro portal de notícias. “Eu acho que isso vem por encomenda de alguém. Lamentavelmente, não entendo como alguém ainda se submete a fazer esse tipo de coisa para ferir as pessoas”, criticou.
“Estou muito tranquilo quanto a isso, porque estou apoiando a maioria dos deputados estaduais — todos, com exceção de Angelo Coronel Filho (PSD), que está aguardando a decisão do pai”, concluiu.
Entenda a polêmica
Em entrevista divulgada pelo Estadão, o senador Otto Alencar (PSD) teria se referido à chamada “chapa puro-sangue” do PT como “carniça”. “Chapa carniça pode dar problema”, noticiou o veículo.
Segundo a publicação, a declaração teria sido feita ao relembrar o cenário político de 2006, quando o grupo carlista foi derrotado por Jaques Wagner (PT) na disputa pelo governo da Bahia.
Fonte: Bahia.ba







