A Associação Cultural Moviafro, de Feira de Santana, lançará em 2026 um selo comemorativo para celebrar uma marca histórica: dez anos de resistência, luta e persistência. Mais que uma identidade visual, o símbolo representa uma trajetória construída com esforço coletivo, apesar do pouco apoio financeiro e dos desafios enfrentados pela instituição, que segue mantendo atividades importantes mesmo diante de dívidas e limitações estruturais.
O selo nasce como reconhecimento à jornada da Moviafro, que ao longo de uma década desenvolveu projetos de fortalecimento da cultura negra, ampliou o letramento racial e promoveu ações afirmativas em escolas, comunidades e espaços públicos de Feira de Santana. A iniciativa também homenageia voluntários, educadores, parceiros, estudantes e apoiadores que, mesmo em tempos difíceis, mantêm viva a missão da Associação.
Projeto Novembro Negro Moviafro – 9ª edição
Enquanto se prepara para celebrar uma década de atuação, a Moviafro segue em pleno funcionamento. Até 30 de novembro, a instituição realiza a 9ª edição do Projeto Novembro Negro Moviafro, desta vez sem nenhum apoio financeiro direto. Com o tema “O seu conhecimento acadêmico chega na periferia?”, a proposta provoca estudantes, professores e comunidades a refletirem sobre a circulação do conhecimento e a urgência de democratizá-lo.
As atividades estão sendo realizadas em escolas públicas municipais e estaduais selecionadas por chamamento público em setembro. A escolha desses espaços é estratégica: levar o projeto para dentro das escolas amplia o alcance do debate racial, fortalece a luta antirracista e promove o letramento racial entre estudantes, docentes e demais colaboradores.
Ao ocupar ambientes educativos, a Moviafro reafirma seu compromisso com a transformação social por meio da educação, mostrando que o combate ao racismo também começa no cotidiano escolar — onde mentes são formadas, identidades ganham corpo e futuros são construídos.
A caminho de completar sua primeira década, a Moviafro segue firme, movida pela certeza de que a resistência, quando coletiva, transforma-se em legado.
Ascom: Moviafro






