Uma investigação policial revelou detalhes sobre a morte de seis pessoas da mesma família em Mechanicville, no estado de Nova York. A mãe, Sarah Myers, de 44 anos, e a avó, Amy Steadman, de 64 anos, teriam conspirado e executado um homicídio seguido de suicídio que tirou a vida dos quatro filhos de Sarah: Harper, de 13 anos, Hudson (11), Gavin (10) e Gracelynn Harmon (10)
De acordo com o chefe de polícia local, William Rabbitt, os corpos foram encontrados em 23 de junho de 2026, mas as mortes teriam ocorrido por volta do dia 10 do mesmo mês. As informações são da ABC News.
Motivação sem evidências
Cartas manuscritas e trocas de mensagens encontradas pelos investigadores indicam que Myers e Steadman planejaram os crimes sob a alegação de que queriam “proteger” as crianças de supostos abusos cometidos pelo pai delas, que vive em Utah.
Contudo, a polícia informou que, após mais de um mês de apuração, nenhuma evidência de abuso foi encontrada para confirmar as alegações. O pai negou categoricamente as acusações e declarou que planejava rever os filhos no mês das mortes, após mais de seis anos sem contato.
Ação coordenada e premeditada
A investigação apontou que o plano vinha sendo arquitetado desde o início de junho. Nos dias que antecederam o crime, a mãe e a avó compraram sedativos e medicamentos controlados em farmácias da região. Mensagens registradas durante a execução do crime mostram as duas coordenando a administração dos remédios e relatando complicações no processo.
Pesquisas feitas por Steadman na internet incluíam buscas por “qual o lugar mais perigoso para ser esfaqueado” e “como encontrar a artéria carótida no pescoço”. Um dos meninos, Gavin, chegou a tentar se defender e sofreu múltiplos golpes de faca.
Assistentes sociais chegaram a fazer visitas ao endereço nos dias 13 e 17 de junho, mas não obtiveram resposta. A polícia só foi acionada no dia 23, após vizinhos relatarem forte odor vindo do apartamento.
Ao comentar o encerramento das apurações iniciais, o chefe de polícia ressaltou que, independentemente do que as duas suspeitas acreditavam, “o assassinato de quatro crianças jamais pode ser descrito como proteção”.
Fonte: Correio 24 horas





