A presidente da Organização Odunje, Lurdes Santana, criticou a decisão da Prefeitura de Feira de Santana de manter o comércio aberto no dia 20 de novembro, data em que se celebra o Dia da Consciência Negra. Para ela, a medida representa um caso de racismo institucional.
Lurdes afirmou que as propostas apresentadas pelo movimento negro não avançam na atual gestão municipal. “Todas as propostas relacionadas ao movimento negro nunca andam com o atual prefeito”, declarou.
A dirigente também apontou falta de mobilização por parte do movimento negro local diante das ações da prefeitura. Segundo ela, as pautas da população negra só ganham espaço quando envolvem recursos financeiros.
“Enquanto o movimento não se posicionar de forma firme, as questões referentes ao povo negro continuarão sendo ignoradas”, afirmou Lurdes.
A presidente da Odunje destacou ainda que a decisão de abrir o comércio no Dia da Consciência Negra reforça a falta de valorização da cultura afro-brasileira e o desrespeito à data simbólica.
Por: Vicente Santos






