Por: Redação
Aliados do presidente avaliam que reunião nos Estados Unidos fortaleceu a imagem internacional do Brasil, enquanto integrantes da direita minimizaram o impacto político do encontro.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a visita do petista ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fortaleceu a imagem internacional do governo brasileiro e enfraqueceu o discurso do bolsonarismo, grupo político que tenta manter proximidade com o líder americano. Já integrantes da direita minimizaram o encontro realizado nesta quinta-feira (7).
Integrantes do PT consideram que Lula, apesar das críticas frequentes feitas a Trump, conseguiu reforçar sua postura como chefe de Estado e destacar o discurso de soberania nacional diante dos Estados Unidos.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nas redes sociais que Lula “reafirmou o papel soberano e respeitado do Brasil no cenário internacional”. Segundo ele, o Brasil voltou a ocupar posição de destaque nas decisões globais e foi recebido “com tapete vermelho e honras de Estado” pelo governo americano.
O deputado federal Paulo Teixeira afirmou que a reunião entre Lula e Trump pode ter impacto no cenário político nacional. Para ele, a família Bolsonaro buscava manter exclusividade na relação com o presidente dos Estados Unidos, mas o encontro entre os dois chefes de Estado teve repercussão positiva para o governo brasileiro.
Nos Estados Unidos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mantém articulações políticas e críticas ao governo Lula. Já o senador Flávio Bolsonaro, apontado como possível candidato à Presidência, também esteve envolvido em agendas políticas relacionadas ao tema.
O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, declarou que integrantes do bolsonarismo tentaram agir contra os interesses do governo brasileiro durante a visita, mas acabaram isolados politicamente após o encontro entre Lula e Trump.
Lula pretende utilizar o discurso de soberania nacional como uma das principais bandeiras da campanha eleitoral deste ano. Após a conversa com Trump, o presidente brasileiro afirmou que a reunião ocorreu “de igual para igual”, reforçando a ideia de independência diplomática do Brasil na relação com os Estados Unidos.
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