O conselheiro do Conselho Universitário da UEFS, João Câncio, voltou a cobrar providências da Administração Central da universidade e da Prefeitura de Feira de Santana diante de novos relatos de animais mortos, feridos e sem atendimento adequado no campus.
A situação se agrava após o episódio de 28 de março, quando cerca de 12 gatos morreram no gatil da UEFS. Diante do ocorrido, o mandato de João Câncio levou a denúncia ao Ministério Público da Bahia, em abril, apontando possíveis omissões e cobrando a apuração dos fatos e medidas urgentes de proteção aos animais.
A manifestação ao Ministério Público também ressaltou que já haviam sido feitos alertas anteriores sobre os riscos decorrentes da captura e do confinamento dos animais, além de apontamentos sobre problemas estruturais e a necessidade de adoção de medidas efetivas para evitar novos episódios.
Meses depois, novos relatos de mortes, doenças, ferimentos e falta de acompanhamento veterinário mostram que o problema permanece.
Para João Câncio, o episódio revela mais do que uma falha pontual: expõe uma lógica de abandono e descaso institucional em que vidas são submetidas à negligência pela ausência de responsabilidade do poder público.
“Em março, denunciamos as mortes e escancaramos uma realidade marcada pelo abandono. Em abril, diante da inércia das instituições, acionamos o Ministério Público. Mesmo assim, a máquina pública permaneceu paralisada, permitindo que novos animais continuassem sofrendo e morrendo. Não estamos diante de um acidente isolado, mas de uma escolha política: a prioridade dada à omissão em vez do cuidado, à burocracia em vez da vida. As instituições foram alertadas, os riscos foram apresentados. O que falta não é informação, é vontade política para romper com essa lógica de negligência e tratar a vida como um direito, não como algo descartável.”
Fonte: Folha do Estad0





