Governador também defendeu a criação de um presídio de segurança máxima para abrigar presos ligados ao crime organizado
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, nesta quinta-feira (20), que pretende regulamentar a Polícia Penal na Bahia em um eventual segundo mandato. A declaração foi dada durante entrevista ao PolitiQuestion, podcast do bahia.ba, ao ser questionado sobre o papel da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) no combate ao crime organizado.
“Vai haver”, respondeu Jerônimo ao ser questionado sobre a regulamentação da categoria. O governador afirmou que a medida faz parte de uma estratégia para fortalecer o sistema prisional e evitar que organizações criminosas continuem atuando de dentro das unidades.
Jerônimo também defendeu a criação de um presídio de segurança máxima na Bahia para abrigar presos ligados ao crime organizado. Segundo ele, a proposta já havia sido apresentada ao então ministro da Justiça Flávio Dino.
“É preciso que as pessoas envolvidas, presas com o crime organizado, tenham um tratamento diferenciado”, afirmou. Para o governador, esses detentos precisam de “um rigor mais forte”, dentro do que estabelece a legislação.
Governador quer impedir comandos de dentro dos presídios
Jerônimo afirmou que o governo tem investido em equipamentos para aumentar o controle das unidades prisionais. Entre as medidas citadas estão a instalação de câmeras e sensores e ações para impedir o funcionamento de linhas telefônicas dentro dos presídios.
“Nós temos utilizado de equipamentos”, disse. Segundo ele, o governo também realiza operações frequentes nas unidades em parceria com a Polícia Militar, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça.
Uma das principais preocupações, de acordo com Jerônimo, é impedir que integrantes de facções continuem dando ordens a partir dos presídios. “Não pode sair de lá os comandos, não pode sair de lá de dentro”, declarou.
O governador também relacionou as ações ao programa Bahia pela Paz. Segundo ele, a iniciativa vai além do trabalho realizado nas comunidades e envolve mudanças na legislação e no funcionamento da Justiça.
“Por isso que o Bahia Pela Paz não é só essa ação na comunidade”, afirmou. “O Bahia Pela Paz também dirige modificação de lei, formato de exigência dentro da Justiça.”
Jerônimo defendeu ainda que o sistema prisional adote tratamentos diferentes de acordo com o perfil dos detentos. A ideia, segundo ele, é ampliar as possibilidades de ressocialização para quem tem condições de retornar mais rapidamente à sociedade e manter maior rigor sobre presos considerados de maior periculosidade.
Fonte: Bahia.ba





