A advogada Daniele Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, voltou a se manifestar nas redes sociais nesta sexta-feira (22) após a prisão da influenciadora durante uma operação que investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
Em uma sequência de vídeos publicados no Instagram, Daniele afirmou que tem recebido mensagens de jovens advogados preocupados com o que classificou como uma “prisão pedagógica”. Segundo ela, o caso estaria gerando temor dentro da advocacia.
“Eu tenho recebido no meu direct muitos jovens advogados com medo dessa ‘prisão pedagógica’. A fala de que a prisão de uma advogada teria caráter pedagógico é grave, perigoso e incompatível com o Estado Democrático de Direito”, declarou.
A irmã de Deolane também criticou a repercussão do caso e afirmou acreditar que pode se tornar alvo de uma nova ação. “Talvez a próxima presa pedagógica seja eu”, disse.
Daniele critica repercussão da prisão
Durante o desabafo, Daniele Bezerra afirmou que a prisão da influenciadora estaria sendo “espetacularizada” pela mídia e pelas autoridades.
“Parem de espetacularizar a prisão da Deolane. Não se fala em outra coisa nesse país. Acabaram todos os escândalos políticos e só existe uma prisão pedagógica de uma advogada que recebeu R$ 24,5 mil em 2020 no exercício da profissão”, afirmou.
A declaração acontece um dia após Deolane ser presa preventivamente na Operação Vérnix, conduzida pelo Gaeco de Presidente Prudente, em São Paulo. As investigações apontam que a influenciadora faria parte de uma estrutura de movimentação financeira ligada ao crime organizado.
A defesa da influenciadora nega qualquer irregularidade e afirma que os valores recebidos por Deolane seriam referentes a honorários advocatícios.
Declaração de procurador ampliou repercussão
A fala de Daniele ocorreu após uma declaração do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, sobre o impacto da prisão da influenciadora.
Segundo ele, o caso teria um efeito “pedagógico” por envolver uma figura pública com milhões de seguidores nas redes sociais.
“Prender uma influenciadora com 20 milhões de seguidores, essa ação tem um caráter pedagógico. A gente espera justamente causar um efeito de inibição”, afirmou o procurador.
Fonte: Bahia.ba






