Acusado de feminicídio e tentativa de homicídio, Douglas Alves da Silva irá a júri popular pela morte de Tainara Souza Santos, atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, em São Paulo
Tainara morreu em 24 de dezembro, véspera de Natal. No fim de novembro, ela foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê. Após amputar as duas pernas e permanecer semanas internada, a vítima não resistiu aos ferimentos.
Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso no dia seguinte ao crime e se tornou réu após denúncia do Ministério Público por feminicídio e tentativa de homicídio contra o homem que acompanhava Tainara no momento do atropelamento.
Segundo a Promotoria e familiares da vítima, o crime teria sido motivado por ciúmes, já que Douglas e Tainara teriam tido um relacionamento no passado.
A defesa contesta essa versão. De acordo com o advogado Marcos Leal, Douglas admite o atropelamento, mas nega qualquer envolvimento amoroso com a vítima. “Não houve nenhuma comprovação do relacionamento. Nenhuma. Então a juíza deixou a decisão para o júri”, afirmou à reportagem.
RELEMBRE O CASO
O crime aconteceu após uma discussão em um bar na Avenida Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira, na Vila Maria, zona norte da capital paulista. Segundo testemunhas, Douglas iniciou uma briga com o homem que acompanhava Tainara por ciúmes.
Imagens de câmeras de segurança mostram Tainara e Douglas discutindo do lado de fora do estabelecimento. Em seguida, o suspeito entra em um carro preto, acelera e atropela a mulher, que fica presa sob o veículo. O homem que estava com ela também quase foi atingido, mas conseguiu escapar.
Depois disso, Douglas seguiu dirigindo pela Marginal Tietê enquanto Tainara era arrastada pela via, conforme vídeos obtidos pelo Estadão.
A vítima só se desprendeu do carro quando o suspeito passou pela calçada de um posto de gasolina, a cerca de um quilômetro do ponto inicial do atropelamento.
Tainara foi socorrida por testemunhas e levada em estado grave ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli. Mãe de duas crianças, ela precisou amputar as duas pernas devido à gravidade das lesões.
Douglas foi preso um dia após o crime em um hotel na zona leste de São Paulo. Segundo a polícia, ele reagiu à abordagem, foi baleado no braço e acabou detido. As investigações apontaram que ele pretendia fugir para o Ceará, onde vivem os pais.
Tainara morreu em 24 de dezembro, no Hospital das Clínicas (HC). Ela foi enterrada dois dias depois, no Cemitério da Vila Alpina, na zona leste da capital. Durante o sepultamento, familiares e amigos pediram justiça pela morte da jovem.
Fonte: Notícias ao Minuto






