Goleiro Bruno quer R$ 4 milhões por reportagens e acusa emissora de perseguição: “Cara de pau”

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Condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010, Bruno Fernandes, conhecido como “goleiro Bruno”, processa a Band e pede uma indenização de R$ 4 milhões por danos morais e violação do direito de imagem.

A ação questiona uma série de reportagens exibidas desde 2022 no programa Melhor da Tarde, que, segundo Bruno, configurariam uma perseguição contra ele. O processo tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, no TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). A informação é do colunista Gabriel Vaquer, da Folha de São Paulo.

Catia Fonseca também é ré
Além da Band, a apresentadora Catia Fonseca, que deixou a emissora em 2025, também aparece como ré no processo. Bruno cita críticas feitas por ela no Melhor da Tarde, entre elas uma declaração sobre o pagamento de pensão ao filho que teve com Eliza, Bruno Samudio.

“Eu fico indignada com a cara de pau dessa criatura. Matou do jeito que matou a Eliza, não quer nem saber da criança —que, nesse ponto, a gente dá até graças a Deus, porque, coitado do menino, não merece ter uma relação com uma criatura ruim dessa. Mas na hora que vão prender, quer fazer acordo”, afirmou a apresentadora.
Na ação, Bruno sustenta que as falas dificultaram a possibilidade de conseguir trabalhos. Ele também cita outras reportagens exibidas pela Band ao longo dos anos para tentar comprovar a alegada perseguição.

Justiça mantém reportagens
Bruno também tentou impedir a exibição de reportagens sobre o caso e qualquer menção a ele no Melhor da Tarde. A juíza Juliana Gonçalves Figueira, porém, negou o pedido para retirar os conteúdos do ar.

“A liberdade de expressão deve ser a regra, somente podendo ser cerceada ante evidente conteúdo de natureza falsa e criminosa. Em que pese o tom pejorativo da matéria televisiva, não se verifica que haja risco aos autores a manutenção da publicação”, afirmou a magistrada.

“Note-se que o autor é pessoa pública e respondeu a processo criminal que teve ampla repercussão midiática, de forma que, eventualmente, as circunstâncias e condições do caso retornam à cena, na qual se desenvolvem notícias e especulações, o que não por si só não é ilegal”, reforçou a juíza.

O processo ainda não tem previsão de julgamento definitivo.

Band voltou a falar sobre Bruno
No início de 2026, o Melhor da Tarde, já sem Catia Fonseca, voltou a abordar a relação conturbada de Bruno com o filho. Atualmente, Leo Dias, Chris Flores e Thiago Pasqualotto comandam a atração.

Procurada por email e por telefone por quatro vezes desde a manhã desta segunda-feira (10), a defesa de Bruno não respondeu aos contatos. Band e Catia Fonseca afirmam que não comentam casos judiciais em andamento.

Relembre o caso Eliza Samudio
O assassinato de Eliza Samudio ocorreu em junho de 2010. Bruno foi condenado como mandante do homicídio. As investigações da Polícia Civil apontaram que ela foi atraída do Rio de Janeiro para Minas Gerais sob a promessa de resolver a disputa pela paternidade.

Acompanhada do filho, que na época era recém-nascido, Eliza foi mantida em cárcere privado em um sítio de Bruno em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Depois, a modelo foi entregue a comparsas do jogador e levada para a residência do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, apontado como executor do homicídio.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Eliza foi morta por asfixia. Testemunhos indicaram que o corpo foi esquartejado e os restos mortais ocultados, sem que tenham sido encontrados pelas autoridades até hoje.

Em março de 2013, o Tribunal do Júri de Contagem (MG) condenou Bruno a 22 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho, além de ocultação de cadáver.

Após alguns anos em liberdade condicional, Bruno está preso desde maio por descumprir medidas cautelares. Ele desrespeitou regras de recolhimento noturno e viajou para o Acre para atuar em partidas de futebol profissional.

 

 

 

Fonte: Bnews

Reprodução/ Redes Sociais
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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação