Estágio superior do Falcon 9 atingiu solo lunar perto da cratera Einstein; cientistas vão analisar cratera para planejar futuras bases
Um estágio superior do foguete Falcon 9, desenvolvido pela empresa estadunidense SpaceX, colidiu com a superfície da Lua nesta quarta-feira (5). Apesar de ter sido um evento acidental, o choque representa uma oportunidade valiosa para cientistas estudarem os efeitos de impactos em alta velocidade no solo do satélite natural.
O choque ocorreu às 2h35 (horário de Brasília), próximo à cratera Einstein. O módulo, com tamanho comparável a um prédio e mais de quatro toneladas, atingiu o solo lunar a 8.700 km/h. O brilho da colisão não pôde ser visto da Terra por ter ocorrido em uma região que já estava iluminada pelo Sol.
Laboratório natural e segurança para futuras missões
Apesar de nenhuma sonda ter captado o exato momento do impacto, a espaçonave Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, sobrevoará a região para registrar imagens e comparar a superfície com os registros antigos. Como massa, velocidade e trajetória do objeto já são conhecidas, os pesquisadores tratam o acidente como um “experimento controlado“.
O material expelido pela colisão deve revelar detalhes sobre a composição geológica local e orientar projetos de engenharia. A compreensão sobre o comportamento da poeira e de rochas projetadas durante o choque é crucial para o planejamento de futuras bases habitadas e para a proteção de equipamentos contra detritos soltos.
Este não é o primeiro detrito espacial humano a colidir com a Lua — o último caso acidental havia sido registrado em 2022. O evento reforça os alertas da comunidade astronômica sobre o acúmulo de lixo espacial gerado por décadas de missões e lançamentos em órbita.
Fonte: Bahia.ba





