Em entrevista exclusiva, o diretor da Casa do Trabalhador, Magno Felsenburg, que está à frente do órgão há onze meses, fez um balanço positivo sobre o cenário de empregabilidade em Feira de Santana. A cidade segue líder regional em contratações, especialmente no setor de serviços, seguido por comércio, indústria e construção civil.
Segundo Felsenburg, o principal desafio mudou: se antes as dificuldades estavam em encontrar vagas, agora a necessidade é atrair trabalhadores qualificados. Ele destacou a importância das parcerias com instituições como SENAC, SENAI e os programas Educa, Prepara e Somar, que vêm ampliando a oferta de cursos e fortalecendo a formação profissional na cidade.
A Casa do Trabalhador também tem investido na mediação entre empresas e candidatos, promovendo a inclusão de pessoas com mais de 40 e 50 anos — uma faixa etária que, segundo ele, vem sendo contratada acima da média nacional. Para Felsenburg, a experiência desses profissionais é essencial para funções que exigem maturidade, disciplina e capacidade de mentoria.
“O jovem precisa entender a importância de começar com disciplina para crescer, como CEOs que iniciaram como estagiários”, afirma o diretor, ressaltando que 2025 tem sido um ano marcado por grande oferta de vagas e por adaptações das empresas para ampliar a inclusão no mercado local.
Felsenburg também destacou um movimento crescente de migração para Feira de Santana. Pessoas de outras cidades e até de outros estados têm buscado o município em busca de oportunidades, atraídas pela quantidade de vagas abertas e pelo fortalecimento da economia local.
Para o diretor, o cenário confirma que Feira de Santana se consolida como um polo de empregabilidade na Bahia, combinando qualificação profissional, diversidade de contratações e expansão contínua do mercado de trabalho.
Por: Vicente Santos







