Em jogo com chuva de gols, Bahia vacila três vezes e fica no empate com a lanterna Chapecoense

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O Bahia deixou escapar três vezes a vantagem no placar e ficou no empate em 3 a 3 com a Chapecoense, na manhã deste domingo (16), na Arena Condá, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em um jogo marcado pelo equilíbrio e por falhas defensivas do Tricolor, o time baiano chegou a ficar três vezes à frente, mas não conseguiu sustentar o resultado diante da lanterna da competição.

No lado ofensivo, o Esquadrão teve uma atuação fraca, mas ainda assim se valeu de erros do time da casa para marcar. O primeiro foi um pênalti cedido pela Chapecoense em um erro de saída de bola que culminou na cobrança chorada e convertida de Alejo Veliz. No segundo, Kauan Faria desviou o cruzamento de Erick Pulga e marcou contra. O terceiro foi anotado por Acevedo em um belo chute de fora da área.

Pelo lado da Chapecoense, Giovani Augusto, Marcinho e Túlio Eduardo aproveitaram uma defesa relapsa do tricolor para ir às redes. Com o resultado, o Bahia chegou aos 34 pontos, ficando na quinta colocação, mas ameaçado pelos times que o perseguem. A Chape, por sua vez, fica com 11 pontos na lanterna isolada do campeonato. 

O JOGO
O início da partida foi estudado, com o Bahia tendo mais posse de bola, mas encontrando dificuldades para transformar o domínio em oportunidades. A Chapecoense encaixou bem a marcação, tentou espelhar a saída de bola tricolor e conseguiu dificultar a construção ofensiva do adversário.
Aos 11 minutos, porém, Erick Pulga aproveitou um erro na saída de bola da equipe catarinense, se antecipou ao lateral e sofreu um chute dentro da área. O árbitro marcou pênalti. Alejo Veliz assumiu a cobrança e abriu o placar para o Bahia. Anderson ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.

A vantagem durou apenas seis minutos. Aos 17, a Chapecoense construiu boa jogada pelo lado direito e levantou a bola na área. Giovani Augusto apareceu livre no segundo pau e finalizou de primeira, sem chances para Ronaldo. O lance também expôs a passividade da defesa tricolor, que concedeu espaço para a equipe catarinense trabalhar a jogada.
Depois do empate, o jogo ficou mais equilibrado. A Chapecoense recuou suas linhas e passou a marcar principalmente no meio-campo, enquanto o Bahia seguia com dificuldades para criar. Os atacantes e o setor de criação do Tricolor tinham uma atuação pouco inspirada, e o confronto caminhava para um primeiro tempo de poucas oportunidades.
Aos 41 minutos, porém, o Bahia voltou a encontrar espaço pelo lado esquerdo. Nestor, Juba e Erick Pulga participaram da construção, e Pulga conseguiu chegar à linha de fundo após uma tabela para cruzar. Na tentativa de afastar a bola, Kauan Faria desviou contra a própria meta e colocou o Bahia novamente em vantagem.
O segundo tempo, no entanto, começou da pior maneira possível para o Tricolor. Logo aos dois minutos, a Chapecoense avançou pelo ataque e encontrou Marcinho dentro da área. O atacante dominou a bola, enganou Luciano Juba e ficou em condições de finalizar. Ele bateu forte, sem chances para Ronaldo, deixando tudo igual novamente: 2 a 2.
A partir daí, a situação ficou ainda mais complicada para o Bahia. A Chapecoense passou a mostrar mais organização também na construção ofensiva, trocando passes e explorando os espaços deixados pelo Tricolor, que precisava se lançar em busca da vitória. A equipe da casa chegou a marcar novamente, mas o gol acabou anulado por uma diferença mínima.
Quando o coletivo não funcionava, o Bahia encontrou novamente uma solução individual. Luciano Juba saiu da pressão no meio-campo com qualidade, conduziu a bola e abriu para Erick Pulga pela esquerda. O atacante acionou Jean na entrada da área, e, após uma disputa e um drible, a bola sobrou para Acevedo. O volante tomou a frente da marcação e bateu forte para vencer Anderson, colocando o Bahia novamente na frente: 3 a 2.
Mas o roteiro voltou a se repetir. Seis minutos depois, aos 25 do segundo tempo, a Chapecoense encontrou espaço pelo lado direito. Giovani Augusto, um dos destaques da equipe catarinense, teve liberdade para cruzar e encontrou Túlio Eduardo sozinho dentro da pequena área. O centroavante cabeceou, Ronaldo ainda tocou na bola, mas não conseguiu impedir o empate.

O 3 a 3 expôs o principal problema do Bahia na partida: a dificuldade para controlar um resultado favorável. O Tricolor teve mais posse em diversos momentos, conseguiu marcar três gols e chegou a liderar o placar por três vezes, mas falhou defensivamente sempre que parecia ter o jogo sob controle.
Diante da lanterna do Brasileirão, o Bahia desperdiçou a oportunidade de somar três pontos importantes na briga pela parte de cima da tabela e deixou a Arena Condá com apenas um ponto. Para a Chapecoense, o empate teve sabor de reação diante de uma equipe que chegou ao confronto como candidata a uma vaga na Libertadores.
FICHA TÉCNICA
Chapecoense 3 x 3 Bahia – 23ª rodada Campeonato Brasileiro
Chapecoense: Anderson; Kauan Faria, Eduardo Doma, Heitor (Everton) e Fernando; Camilo, Bruno Matias (Franco Rossi), Yago Felipe e Giovanni Augusto; Kevin Ramirez (Túlio Eduardo)e Marcinho. Técnico: Rafael Lacerda.
Bahia: Ronaldo; Román Gómez (Caio Alexandre), David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba (Zé Guilherme); Acevedo, Jean Lucas (Erick) e Rodrigo Nestor (Michel Araújo); Kauê Furquim (Sanabria), Alejo Veliz e Erick Pulga. Técnico: Rogério Ceni.
Local: Arena Condá, em Chapecó.

Gols: Alejo Veliz, aos 11 minutos, Kauan Faria (Contra), aos 41 do primeiro tempo, e Acevedo aos 19 da segunda etapa para o Bahia; Giovani Augusto, aos 17 minutos do primeiro tempo,Marcinho, aos 2, e Túlio Eduardo, aos 25 do segundo para a Chapecoense;
Cartões Amarelos: Sanabria e Erick Pulga pelo Bahia;
Árbitro: Daiane Muniz (SP)
Assistente 1: Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
Assistente 2: Bruno Boschilia (PR)
VAR: Ilbert Estevam da Silva (SP)

Matéria do site correio 24h

Catarina Brandão/EC Bahia
foto Catarina Brandão/EC Bahia
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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação