A diferença de 612 médicos excluídos não teria sido justificada individualmente
Médicos filiados ao Sindicato dos Médicos no Estado da Bahia questionam na Justiça do Trabalho a condução da eleição da entidade e apontam possíveis irregularidades na composição da lista de votantes.
Segundo a manifestação, a Comissão Provisória responsável pelo pleito divulgou uma relação com 4.077 eleitores, embora os próprios critérios apresentados pela entidade indiquem que o colégio eleitoral deveria ter 4.689 nomes. A diferença de 612 médicos excluídos não teria sido justificada individualmente.
Em contato com o bahia.ba nesta quinta-feira (4), o advogado da antiga gestão da entidade, Darlan Oliveira, detalhou a situação. “Foi eleita uma comissão provisória que, inclusive, está sendo apoiada pela chapa de oposição. Essa comissão se intitulou comissão eleitoral, o que também não deveria ocorrer, e convocou as eleições. Ao convocar o pleito, ela precisava divulgar a lista de médicos aptos a votar. Na relação anterior havia cerca de 4,8 mil nomes, mas uma nova lista foi publicada com a exclusão de 612 médicos. Após análise preliminar, identificamos que vários deles estão aptos e foram retirados sem qualquer justificativa”, afirmou.
Os denunciantes afirmam que a inconsistência pode impactar diretamente o resultado da eleição e criticam a divulgação tardia do memorial técnico que explica as inclusões e exclusões, o que teria prejudicado o prazo para contestação da lista.
Entre os casos citados está o da médica Cândida Penna Teixeira, que, apesar de filiada e adimplente, não aparece na relação de votantes nem entre os nomes formalmente excluídos.
“O que a gente está observando é uma manipulação política dessa lista para excluir médicos que apoiam a atual diretoria. Já apresentamos impugnações administrativas e também uma contestação judicial. Agora aguardamos uma decisão, inclusive com a possibilidade de suspensão do processo eleitoral diante dessas irregularidades”, declarou o advogado.
Diante das suspeitas, os médicos pedem que a Justiça determine a apresentação de uma base auditável, reabra o prazo para impugnações e suspenda atos eleitorais vinculados à atual lista até o esclarecimento das divergências.
Darlan informou ainda que atuava como advogado do Sindimed, mas atualmente representa a antiga gestão da entidade. Segundo ele, após a posse da Comissão Provisória, seus poderes foram revogados e um novo advogado passou a representar a administração atual.
Fonte: Bahia.ba






