Gol após 59 jogos reabre debate sobre disciplina e confiança
Dudu voltou a ser tema central no Vitória após marcar na goleada sofrida para o Palmeiras, encerrando um jejum de 59 partidas sem balançar as redes. O volante, que já foi peça-chave em 2023, carrega histórico de cartões e episódios fora de campo, e buscou tratamento psicológico no período em que esteve afastado e emprestado.
A lupa é de comportamento competitivo. Jair Ventura explicitou o ponto com todas as letras: o desafio não é só jogar bem, é sustentar 90 minutos sem se auto sabotar com advertências e expulsões. Quando um volante entra para mudar o jogo e vira risco disciplinar, o técnico passa a escalar com medo, e isso destrói a função.
No cenário imediato, o treinador prometeu titularidade contra o Flamengo, e isso transforma a próxima partida em teste de maturidade. Titularidade, neste caso, não é prêmio. É cobrança com luz alta, porque o clube precisa de intensidade no meio e não pode desperdiçar tempo jogando em desvantagem.
O veredito é que terapia não é manchete, é ferramenta. Dudu tem futebol para ser mais do que “cara de segundo tempo”, mas só vira jogador de primeiro escalão quando troca impulso por decisão. A confiança que ele pede ao clube começa na escolha de não dar motivo ao árbitro.
Crédito: A TARDE./Folha do Estado







