Dino proíbe Mário Frias de deixar o Brasil em investigação sobre filme de Bolsonaro

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Por: REDAÇÃO

Ministro do STF afirma que deputado atrasou o fornecimento de informações à investigação e cita risco de evasão internacional por parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) não deixe o país no âmbito de uma investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo a produção do filme Dark Horse, obra sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão foi proferida durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao filme. Segundo Dino, Frias teria retardado o fornecimento de informações solicitadas pelos investigadores por estar em viagem internacional. A situação, de acordo com o ministro, chegou a exigir pedidos formais à Presidência da Câmara dos Deputados.

Ao justificar a restrição de viagem, Dino afirmou que não seria possível desconsiderar o atual cenário político e judicial brasileiro. O ministro mencionou que a evasão internacional passou a ser uma possibilidade considerada por alguns parlamentares diante da perspectiva de processos criminais.

Embora não tenha citado nomes, a referência de Dino ocorre em um contexto envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Carla Zambelli, que foram condenados criminalmente pelo STF.

Frias é apontado na decisão como autor de emendas parlamentares que estão sob investigação e também como roteirista do filme. A Polícia Federal cumpriu ainda um mandado contra Karina Gama, ligada à Go Up Entertainment, empresa responsável pela produção da obra.

A defesa de Mário Frias não foi localizada. A defesa de Karina Gama foi procurada por mensagem às 7h46, mas não havia se manifestado até a publicação das informações.

De acordo com Flávio Dino, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos federais, fraude em procedimentos de contratação, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A decisão aponta ainda para uma suposta estrutura financeira envolvendo diferentes empresas, entidades e pessoas físicas relacionadas ao grupo investigado. Segundo o ministro, os elementos reunidos até o momento indicariam a circulação de valores entre essas estruturas e a utilização de empresas sediadas no exterior.

Entre as empresas mencionadas está a Go Up Entertainment LLC. Para Dino, a existência de pessoas jurídicas fora do Brasil é um dos elementos que precisam ser considerados na apuração.

As medidas determinadas pelo STF têm como objetivo reunir novos elementos sobre a origem, a movimentação e a eventual destinação de recursos públicos relacionados aos fatos investigados.

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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação