Balanço estatístico aponta para uma média impressionante de 2,2 mil decisões por dia ao longo dos primeiros 181 dias do ano
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) encerrou o primeiro semestre judicial acumulando um total de 414.248 decisões proferidas, patamar que engloba tanto os julgamentos de mérito quanto as deliberações em recursos internos, como agravos e embargos de declaração.
O balanço estatístico aponta para uma média impressionante de 2,2 mil decisões por dia ao longo dos primeiros 181 dias do ano, o que representa um salto de 12,4% na produtividade em comparação com o mesmo período de 2025.
Apesar do esforço hercúleo do tribunal, a velocidade dos julgamentos expõe um gargalo operacional crítico. Sob a ótica de uma jornada padrão de oito horas por dia útil, o volume de despachos e acórdãos equivale ao ritmo frenético de sete decisões assinadas por minuto pelos ministros da Corte.
Curva ascendente de processos
Os indicadores foram apresentados pelo presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, durante sessão oficial da Corte Especial. Longe de celebrar o recorde de produtividade, o magistrado manifestou profunda inquietação com o panorama estatístico e classificou a realidade do tribunal como extremamente preocupante devido ao fluxo ininterrupto de novas ações que chegam de todo o país.
“Já estávamos inviabilizados no ano passado. A curva da inviabilização, se é que se pode falar nisso, continua ascendente”, alertou o ministro Herman Benjamin ao detalhar a gravidade do cenário.
O diagnóstico de sobrecarga é referendado pelo volume de distribuição processual: o STJ registrou o ingresso de 260.220 novos casos neste primeiro semestre, um avanço de 10,5% frente às distribuições do ano anterior.
O relatório semestral consolida ainda que, ao isolar os recursos internos da contagem, os ministros proferiram 291,2 mil decisões terminativas e conseguiram baixar definitivamente 265,5 mil processos.
Fonte: Bahia.ba





