A Conferência foi um dos centros da polêmica envolvendo o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL)
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) publicou no X (antigo Twitter) que confia “nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida” e desejou aos eleitores sabedoria neste domingo (4) de eleição geral.
A Conferência foi um dos centros da polêmica envolvendo o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e a santa considerada padroeira do Brasil nesta reta final das Eleições Gerais de 2026.
Entenda como Nossa Senhora Aparecida se tornou tópico da eleição
Evangélico, o senador Flávio Bolsonaro disse durante a campanha que, se fosse eleito, iria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
Após o ocorrido a jornalista da GloboNews Maria Cristina Fernandes, afirmou, com base na apuração, os evangélicos estariam se articulando para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
A informação ganhou uma grande proporção nas redes sociais e isso fez com que Flávio Bolsonaro acionasse a Justiça Eleitoral para que as publicações em que ele é associado à tentativa de retirada do posto da santa fossem excluídos das redes sociais.
Um dos posts excluídos que teve mais repercussão é o do humorista Antônio Tabet, sócio-fundador do Porta dos Fundos, em que ele afirma “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
O post chegou a ser excluído por determinação do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas decisão foi derrubada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino.
À parte dos tribunais, Flávio Bolsonaro afirmou que a CNBB teria ajudado a espalhar o boato, fato que inflamou a crise entre os católicos e o candidato à presidência e não agradou a conferência. Apoiadores de Bolsonaro também atacaram a CNBB e afirmaram que a organização é apoiadora da esquerda.
Ex-assessor de Jair Bolsonaro apresentou projeto de lei para mudar status de Nossa Senhora Aparecida
Além da disputa cristã entre católicos e evangélicos, um outro fato liga os Bolsonaro a Nossa Senhora Aparecida: em 2007, o então deputado federal Victório Galli, à época do MDB, apresentou o PL (Projeto de Lei) 2.623/2007, em que pede que a santa deixe de ser “padroeira do Brasil” para ser “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi rejeitada e arquivada no ano seguinte.
Posteriormente, no governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, Galli atuou como assessor especial da Presidência (vinculado à Casa Civil).
Fonte: Bahia.ba





