Chica do Pandeiro, dedica parte da vida à preservação de uma tradição que nasceu no território e ganhou projeção para além de Feira de Santana.
Na Matinha, o samba de roda atravessa gerações pelas mãos de uma mulher idosa. Apolinária das Virgens Oliveira, conhecida na comunidade como Chica do Pandeiro, dedica parte da vida à preservação de uma tradição que nasceu no território e ganhou projeção para além de Feira de Santana. Ao lado dos filhos e de outros integrantes da comunidade, ela mantém ativa a Quixabeira da Matinha, grupo que já levou o samba da zona rural feirense para diferentes lugares do Brasil e até para a Europa.
Na Matinha, o samba de roda atravessa gerações pelas mãos de uma mulher idosa. Apolinária das Virgens Oliveira, conhecida na comunidade como Chica do Pandeiro, dedica parte da vida à preservação de uma tradição que nasceu no território e ganhou projeção para além de Feira de Santana. Ao lado dos filhos e de outros integrantes da comunidade, ela mantém ativa a Quixabeira da Matinha, grupo que já levou o samba da zona rural feirense para diferentes lugares do Brasil e até para a Europa.
Dona Chica não apenas participa das rodas de samba. Ela toca, ensina a tocar pandeiro e acompanha a formação de novas gerações de sambadores. A atividade é resultado de uma história familiar marcada pela música e pela cultura popular. O nome Quixabeira, explica ela, vem de uma planta resistente do sertão e da caatinga. A referência está relacionada ao cotidiano de quem vive na região e ao trabalho realizado na terra.
A relação de Chica com o samba começou dentro da própria família. Ela herdou do pai, Aureliano Sambador, o gosto pela manifestação cultural e dividiu essa trajetória com o companheiro, Marcos Gonçalves dos Santos, conhecido como Coleirinho, já falecido.
Com Coleirinho, teve cinco filhos, quatro homens e uma mulher. O samba permaneceu como parte da família e chegou às novas gerações. Hoje, Dona Chica integra a Quixabeira da Matinha, grupo que segue ao lado dos seus filhos.
A história construída na Matinha também ganhou outros territórios. Entre as experiências que guarda na memória estão uma viagem a São Paulo, a visita à Casa de Cultura Santa Tereza e uma apresentação em um quilombo no município de Arataca. Os integrantes mais jovens da Quixabeira também já viajaram para a Europa. Dona Chica ainda participa do grupo Mestras do Samba, formado por nove mulheres de diferentes municípios, entre eles Feira de Santana, Irará, Arembepe e Conceição do Almeida.
Mesmo com as limitações da idade, Dona Chica permanece ligada ao pandeiro e à Quixabeira. Entre uma roda e outra, segue transmitindo aos mais jovens aquilo que recebeu do pai e de Coleirinho.
Fonte: Folha do Estado





