Vereadores divergem sobre investimentos públicos na festa; enquanto Edvaldo Lima critica gastos e chama evento de “festa do diabo”, Albino defende impacto econômico e respeito às diferentes visões.
Uma das festas mais populares do planeta foi tema de discussão na Câmara Municipal de Feira de Santana nesta semana. O vereador Edvaldo Lima voltou a provocar debate ao criticar duramente os investimentos públicos destinados ao Carnaval.
Conhecido por levantar pautas polêmicas, Edvaldo classificou o Carnaval como “festa do diabo” e condenou o que apontou como um gasto de cerca de R$ 200 milhões por parte do governo estadual. Segundo ele, os recursos poderiam ser aplicados em áreas consideradas prioritárias, como saúde e educação.
Durante seu pronunciamento, o vereador citou a situação do Hospital Geral Clériston Andrade, destacando a superlotação da unidade. Questionado sobre a construção do Hospital Municipal, afirmou que, durante a gestão do ex-prefeito Colbert Martins, recursos teriam sido viabilizados, mas a obra não avançou.
Edvaldo também argumentou que o Carnaval não é a única manifestação cultural existente e defendeu que quem quiser promover ou participar da festa o faça com recursos próprios, “e não com o dinheiro do povo”.
Em contraponto, o vereador Albino Brandão, que também se declara cristão, discordou da posição do colega. Ele ressaltou que os recursos destinados à cultura possuem previsão orçamentária específica e não podem ser simplesmente remanejados para a saúde ou outras áreas.
Com postura mais conciliadora, Albino afirmou que não é adepto do Carnaval, mas respeita quem participa. Segundo ele, a festa movimenta a economia, gera empregos temporários e renda para diversas famílias. O vereador comparou o evento à Micareta de Feira de Santana, lembrando que muitas pessoas aguardam esse período para reforçar o orçamento doméstico.
Ao final de sua fala, Albino Brandão desejou que Deus abençoe tanto aqueles que irão curtir o Carnaval quanto os que optarão por não participar.
O debate evidenciou divergências sobre prioridades de investimento público, mas também reforçou a importância da discussão democrática sobre cultura, economia e políticas públicas no município.
Matéria: Vicente Santos







