Carlos Santiago dos Santos, capitão da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), foi condenado a 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão após ter sido denunciado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) por crimes como desvio de recursos da corporação para atender desejos pessoais.
As condenações foram proferidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador, e, além do desvio de dinheiro, correspondem a obtenção de vantagens indevidas mediante a função de capitão da PM-BA. A investigação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul).
O capitão está preso de forma preventiva desde janeiro de 2025, e, nesta quinta-feira (08), recebeu a condenação em uma ação penal por 18 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva majorada e peculato. Já em sentença de junho deste ano, ele foi condenado a 21 anos, um mês e 27 dias de prisão por corrupção passiva e peculato.
Além disso, em setembro do ano passado, ele já tinha ganhado outra sentença que o condenou a cinco anos, um mês e 27 dias de reclusão por corrupção passiva. A primeira das quatro sentenças, de maio de 2025, condenou o capitão a seis anos, dois meses e oito dias de prisão também por corrupção passiva.
A decisão judicial afirma que o réu utilizou a influência de capitão da PM-BA para intervir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida e passou a cobrar de forma repentina pela atuação.
As quatro ações correspondem a episódios como liberação irregular de veículo, cobrança de vantagens relacionadas a eventos, direcionamento do policiamento ostensivo para propriedades e estabelecimentos privados e utilização de recursos humanos e materiais da Polícia Militar em benefício particular.
ENTENDA COMO O CAPITÃO ATUAVA
De acordo com o MPBA, quando comandava a 4ª Companhia da PM de Santa Cruz Cabrália, o capitão recebeu vantagens ilegais para direcionar policiais e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha, no extremo sul da Bahia.
Ao todo, foram identificadas 74 transferências, no total de R$ 102.013,72. O documento também registra o desvio continuado de policiais, viaturas e outros recursos públicos para a prestação de segurança privada.
Fonte:Bnews





